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Gleisi Hoffmann sobre os governadores de Santa Catarina e de Minas Gerais: “São criminosos!”

    A Presidente Nacional do PT e deputada federal pelo Paraná diz que os gestores destes dois Estados atentam “contra a saúde das crianças

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    Enquanto o governo Lula faz de tudo para garantir saúde do povo e retomar o programa nacional de vacinação, governadores bolsonaristas dizem que os estudantes da rede estadual de ensino não serão obrigados a se vacinar para poder frequentar as aulas. Primeiro foi o de Santa Catarina e agora o extremista Zema de Minas que atenta contra a saúde das crianças. São criminosos!“, disse a deputada federal pelo Paraná e Presidente Nacional do Partido dos Trabalhadores.

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    As falas de Zema e Jorginho

    Em vídeo divulgado nas redes sociais, no domingo (4/2), ao lado do deputado federal Nikolas Ferreira (PL) e do senador Cleitinho (Republicanos), o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), disse que “todo aluno, independente de ter ou não vacinado, terá acesso às escolas“.

    O deputado afirmou que os três estavam ali para “garantir a liberdade de todos os alunos” daquele Estado. O senador disse que eles são “a favor da ciência” e da “vacina, mas a favor também da liberdade“.

    Quanto ao governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL) disse, na sexta-feira (2/2), que “nenhuma escola” daquela unidade federativa “vai recusar matrícula de nenhum aluno por falta de vacina“. Ele acrescentou que lá, “a vacina não é obrigatória” e que “fica na consciência de cada catarinense exercer o seu direito de cidadão e resolver sobre isso“.

    Disse ainda que revogou, “no ano passado, um decreto que existia no governo anterior, que obrigava os professores a se vacinar” e que, assim, deu “autonomia e liberdade” aos profissionais de ensino”.

    Programa de vacinação contra a Covid-19

    Desde outubro de 2023, a imunização contra a Covid-19 foi incluída no Calendário Nacional de Vacinação de 2024 com a recomendação de dar prioridade a crianças de 6 meses a menores de 5 anos, mas, após passar por avaliação da Câmara Técnica de Assessoramento em Imunização da Covid-19 (CTAI), o programa se estendeu para os grupos com maior risco de desenvolver as formas graves da doença, que são:

    Idosos, imunocomprometidos, gestantes e puérperas, trabalhadores da saúde, pessoas com comorbidades, indígenas, ribeirinhos e quilombolas, pessoas vivendo em instituições de longa permanência e seus trabalhadores, pessoas com deficiência permanente, pessoas privadas de liberdade maiores de 18 anos, adolescentes e jovens cumprindo medidas socioeducativas, funcionários do sistema de privação de liberdade e pessoas em situação de rua.

    Nísia Trindade ressaltou, na ocasião, que todos os imunizantes têm eficácia e segurança comprovadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e seguem orientações da Organização Mundial de Saúde (OMS) e do Ministério da Saúde para aplicação. “Além disso, as vacinas passam por um rigoroso processo de estudo de qualidade antes de serem incorporadas ao SUS”, disse a cientista social, socióloga, pesquisadora, professora universitária e ministra da Saúde do governo Lula

    Segundo o Ministério da Saúde, a vacina é a principal medida de combate ao vírus e às formas graves da doença. Hoje, o imunizante está disponível gratuitamente no SUS para toda a população acima de 6 meses de idade. Maiores de 18 anos, que já tomaram ao menos duas doses da vacina, devem receber uma dose de reforço da vacina bivalente. Pessoas que ainda não completaram o ciclo vacinal ou estão com alguma dose de reforço em atraso podem atualizar a caderneta nas unidades de saúde. 

    A vacinação contra a Covid-19 para crianças de 6 meses a menores de 5 anos de idade é constituída por três doses, que deverão ser aplicadas seguindo os intervalos recomendados: 1ª dose para a 2ª dose: intervalo de 4 semanas; e 2ª dose para a 3ª dose: intervalo de 8 semanas. A criança que tiver tomado as três doses este ano, não vai precisar repetir doses em 2024.

    A imunização é prioridade do governo federal. Em fevereiro de 2023, o Ministério da Saúde lançou o Movimento Nacional pela Vacinação, com o objetivo de recuperar as altas coberturas vacinais no Brasil. É possível consultar a situação vacinal no aplicativo ConecteSUS Cidadão. O registro de vacina também é feito no Cartão de Vacinação em papel, pelo profissional de saúde local. É possível, ainda, conferir a situação na própria unidade de saúde. Para isso, o cidadão deve apresentar documentos pessoais e/ou Cartão do SUS ao profissional de saúde para conferência.

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