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“Ciro Nogueira foi à TV hoje espalhar mentiras sobre o decreto do IOF” e “trabalhar contra o País”, diz Gleisi

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    Ciro Nogueira
    Ciro Nogueira é entrevistado pela GloboNews |9.7.2025| Gleisi Hoffmann em imagem divulgação/Portal do Partido dos Trabalhadores


    Ministra das relações institucionais rebate o senador presidente do PP, confronta oposição e defende justiça tributária do governo Lula

    RESUMO <<A ministra Gleisi Hoffmann usou as redes sociais para acusar o senador Ciro Nogueira (PP-PI) de espalhar mentiras sobre o decreto do IOF, esclarecendo que a medida não afeta o crédito de pessoas físicas e reduz a alíquota de transações internacionais de 6,38% (governo Bolsonaro) para 3,5%. Hoffmann criticou a postura da oposição e destacou o compromisso do governo Lula com a justiça tributária>>



    Brasília, 09 de julho de 2025

    A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT), saiu em defesa do governo Lula nesta quarta-feira (9/jul), utilizando as redes sociais para rebater declarações do senador Ciro Nogueira (PP-PI).

    Em postagem, Hoffmann acusou o parlamentar de disseminar informações falsas sobre o decreto do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).

    Ciro Nogueira, presidente do PP, foi à TV hoje espalhar mentiras sobre o decreto do IOF. A medida não afeta e nunca afetou o crédito das pessoas físicas, que não teve alteração”, escreveu a ministra, esclarecendo que o decreto não impacta financiamentos cotidianos, como compras de eletrodomésticos ou despesas no supermercado.

    A polêmica teve início após Nogueira afirmar, em entrevista à GloboNews, que o decreto do governo Lula prejudicaria pessoas de baixa renda ao afetar operações de crédito.

    Hoffmann refutou veementemente a alegação, destacando que a medida se restringe a ajustes em transações internacionais.

    Deveria se lembrar também que o IOF sobre transações internacionais, que o decreto estipula em 3,5%, era de 6,38% no governo de Bolsonaro”, afirmou, apontando uma redução significativa na alíquota em comparação com o governo anterior.

    O Supremo Tribunal Federal (STF), por meio do ministro Alexandre de Moraes, suspendeu tanto o decreto presidencial quanto a decisão do Congresso, convocando uma audiência de conciliação para 15 de julho.

    Hoffmann reiterou o compromisso do governo com o diálogo, mas criticou a postura da oposição. “Falar mentiras como essa, na TV e nas redes sociais, não é fazer oposição ao governo. É trabalhar contra o país”, disparou.

    A ministra também vinculou as ações do governo Lula à busca por equilíbrio fiscal e equidade. “O governo de @LulaOficial trabalha por justiça tributária”, escreveu, defendendo que a medida visa corrigir distorções e fazer com que os mais ricos contribuam de forma proporcional.


    A estratégia do governo é reforçar a narrativa de taxação dos super-ricos, enquanto a oposição, liderada por Nogueira, insiste em cortes de gastos públicos como alternativa.

    A crise do IOF expõe o embate entre o Planalto e o Congresso, com a oposição acusando o governo de usar o discurso de “ricos contra pobres” para recuperar popularidade.

    Nogueira, em entrevista ao programa Arapuan Verdade, afirmou que o Congresso não aceitará aumento de impostos e cobrou responsabilidade fiscal do Executivo.

    A mediação do STF poderá definir os rumos dessa disputa, que pode impactar a agenda econômica do governo Lula em 2025.


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