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“Votem com o Governo ou saiam da base”, diz Gleisi após fracasso em votação chave no Congresso

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    Gleisi Hoffmann
    Gleisi Hoffmann, ministra das Relações Institucionais | Foto: Gil Ferreira/SRI-PR


    MP, PP, PSD e União Brasil lideram lista de “traidores”, mas radar pegou também MDB e até PSB de Alckmin, com relatos de votações cruzadas que minaram a agenda lulista



    Brasília, 13 de outubro de 2025

    Gleisi Hoffmann – ministra das Relações Institucionais do Governo do Presidente da República Federativa do Brasil, Luz Inácio Lula da Silva (PT), lançou um ultimato claro aos aliados, visando um “alinhamento total ou exclusão do governo“.

    A declaração, dada em entrevista exclusiva à CNN Brasil, surge no rastro do fiasco da Medida Provisória (MP) que propunha alternativas ao aumento do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), retirada da pauta da Câmara dos Deputados em uma votação que custou ao Tesouro Nacional R$ 17 bilhões em receitas projetadas.

    O episódio expõe as fissuras na base aliada de Lula, que já registra as primeiras baixas. Na semana passada, o Palácio do Planalto demitiu ao menos seis indicados ligados a partidos como PP, MDB e PSD, em uma operação de limpeza que mira deputados federais que contrariaram o Executivo.

    “Nós estamos reorganizando a base a partir de uma votação que era importante para o país e para o governo federal. Quem votou contra sabia disso, então não tem por que ficar no governo,” disparou Gleisi Hoffmann, com o tom firme de quem não tolera mais desvios.

    A crise ganhou contornos dramáticos quando o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, foi forçado a redesenhar o pacote fiscal: agora, o foco recai sobre um possível aumento de impostos em apostas online e cortes nas emendas parlamentares, ferramentas essenciais para barganhas no Congresso Nacional.

    Identificados como pivôs da sabotagem à MP, PP, PSD e União Brasil lideram a lista de “traidores”, mas o radar não para por aí. Até o MDB e o tradicionalmente fiel PSB entraram na mira, com relatos de votações cruzadas que minaram a agenda lulista.

    Dinâmica e sem rodeios, Gleisi equilibra o porrete com a cenoura. “Nós vamos tirar os indicados pelos deputados federais que votaram contra para reorganizar a base aliada,” avisou, mas logo emendou uma porta entreaberta: “Não vamos deixar de conversar com quem quer que seja, mas se quiserem continuar no governo, daqui pra frente, têm de votar com o governo.”

    A mensagem é inequívoca: o governo não fecha as portas para o centro e a direita, mas a permanência vira moeda de troca por lealdade em pautas futuras, como as reformas fiscais que o Planalto tanto precisa aprovar.

    Essa ofensiva de reorganização não é mero ajuste tático; é um recado estratégico em ano pré-eleitoral, onde cada voto no Congresso pode definir o equilíbrio de forças.

    Analistas veem no endurecimento de Gleisi Hoffmann – artífice da articulação petista – um sinal de que Lula não mais tolerará o “toma lá, dá cá” seletivo.

    Resta saber se os partidos de centro, pressionados entre o governo e suas bases regionais, dobrarão os joelhos ou radicalizarão a oposição velada.

    Uma coisa é certa: o tabuleiro político em Brasília acaba de ganhar um novo e imprevisível capítulo.



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    1 comentário em ““Votem com o Governo ou saiam da base”, diz Gleisi após fracasso em votação chave no Congresso”

    1. Vania Barbosa Vieira

      Ou está com o governo ou caia fora.
      É bem clara a mensagem, só não entendeu quem não quer. 🤔🤔🤔
      Tô com Lula e não abro! Lula lá 2026.🎊🎊🎊

    Os comentários estão fechados.

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