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Gleisi Hoffmann aciona STF contra Gilvan da Federal por ofensas misóginas e tem apoio de Janja

    Gleisi Hoffmann aciona STF contra Gilvan da Federal por ofensas misóginas e tem apoio de Janja


    ROSÂNGELA LULA SILVA
    e GLEISI HOFFMANN Foto Reprodução Twitter


    Primeira-Dama do Brasil e socióloga Rosângela Lula Silva manifestou apoio à ministra, cobrando medidas firmes contra o “ciclo de misoginia” no Congresso – SAIBA MAIS

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    Brasília, 06 de maio de 2025

    A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffman, protocolou uma queixa-crime no Supremo Tribunal Federal (STF) contra o deputado federal Gilvan da Federal (PL-ES) por injúria e difamação, após ofensas proferidas durante uma sessão da Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados em 29 de abril.

    O parlamentar, em discurso, associou a ministra a uma planilha da Odebrecht, chamando-a de “amante” e insinuando que ela seria “uma prostituta do caramba”.

    A defesa de Gleisi argumenta que as falas, transmitidas ao vivo pela TV Câmara, extrapolam a imunidade parlamentar, configurando violência política de gênero e ataques à honra.

    A ação solicita a condenação do deputado nas penas máximas e uma indenização de R$ 30 mil por danos morais, conforme informou a CNN Brasil.

    A Mesa Diretora da Câmara, liderada por Hugo Motta (Republicanos-PB), também reagiu, pedindo a suspensão do mandato de Gilvan por seis meses ao Conselho de Ética, por “condutas incompatíveis com o decoro parlamentar”.

    O documento destaca que as ofensas, além de misóginas, representam um abuso das prerrogativas parlamentares, ferindo a dignidade da Casa.

    A Primeira-Dama do Brasil e socióloga Rosângela Lula Silva, manifestou apoio à ministra, cobrando medidas firmes contra o “ciclo de misoginia” no Congresso:

    Em postagem nas redes sociais, Janja disse que, “infelizmente, esse episódio não é um caso isolado. Ele escancara, mais uma vez, o modus operandi cruel de silenciamento e humilhação que recai sobre mulheres que ocupam espaços de poder e decisão”.

    “Nós, mulheres, contamos com o comprometimento do presidente Hugo Motta para que esse ciclo de misoginia seja freado na Câmara dos Deputados. Precisamos que medidas firmes sejam tomadas para coibir esses atos de violência, visando um ambiente institucional com mais respeito e equidade”, completou a Primeira-Dama do Brasil e socióloga Rosângela Lula Silva.

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    A Bancada Feminina do PT repudiou os ataques, classificando-os como uma tentativa de silenciar mulheres em espaços de poder.

    Após a repercussão, Gilvan admitiu ter “extrapolado” e prometeu mudar de comportamento, mas a representação no Conselho de Ética segue em tramitação.

    A ofensiva contra Gleisi também se estendeu às redes sociais, com uma campanha coordenada de desinformação no WhatsApp, segundo o Brasil 247.

    A partir de 30 de abril, robôs disseminaram mensagens associando a ministra, falsamente, a desvios no INSS, utilizando um vídeo de 2017 para simular um “clamor popular” atual.

    A estratégia, mapeada pela Palver, omitiu o termo “prostituta” para transformar Gilvan em vítima de censura, distorcendo os fatos.

    O PT, por sua vez, acionou o Conselho de Ética pedindo a cassação do deputado, reforçando que tais ataques violam o código de ética parlamentar e alimentam a violência de gênero na política brasileira.

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