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    Gleisi detona o Estadão por mais outra matéria tendenciosa contra Lula

     

    Editorial diz que é preciso ser mais que “anti-Lula” e “tirar o país da mediocridade”; deputada joga na cara do jornalão a derrota da direita “desde a era FHC”

    Deputada federal Gleisi Hoffmann e logo do Estadão

    A deputada federal Gleisi Hoffmann (Imagem reprodução redes sociais) e a logo do Editorial do jornal O Estado de S. Paulo (Imagem reprodução – Estadão)

    Brasília (DF) · 27 de abril de 2026

    A deputada federal Gleisi Hoffmann (PT-PR) fez duras críticas ao mais recente editorial do jornal Estado de S. Paulo.

    A parlamentar referiu-se ao conteúdo do texto intitulado “Ser anti-Lula não basta”, afirmando que a visão do jornal está desconectada da realidade social do país.

    Para a petista, a publicação não apenas se opõe ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas age deliberadamente contra a população mais pobre.

    O episódio insere-se em um contexto mais amplo de disputa de narrativas sobre o futuro econômico do Brasil.

    Enquanto setores ligados ao capital financeiro e à grande imprensa pressionam por um ajuste fiscal severo, o governo e seus aliados argumentam que tais medidas penalizam os trabalhadores e comprometem a retomada do crescimento econômico.

    Ofensiva fiscal e a resposta do campo progressista

    O editorial do Estadão afirma que uma “verdadeira candidatura de oposição precisa ter coragem de defender um duro ajuste fiscal, sem o qual nenhum governo será capaz de tirar o País da mediocridade” .

    O jornal critica pré-candidatos como Ronaldo Caiado (PSD) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), acusando-os de falta de propostas econômicas concretas e de se limitarem ao discurso vazio de “ser contra o PT” .

    Em resposta, Gleisi Hoffmann utilizou suas redes sociais para rebater ponto a ponto a peça jornalística. “O Estadão vem com outro editorial que não cabe na realidade do Brasil, só na do mercado”, escreveu a deputada. “Defende com clareza forte arrocho sobre os mais pobres e as famílias. Eles não são apenas contra Lula, são contra os pobres e aqueles que precisam de um governo” .

    A parlamentar também ironizou a situação financeira do grupo midiático, sugerindo que sua linha editorial é influenciada por credores. “Tudo isso em um jornal que está literalmente penhorado com vários bancos”, disparou Gleisi, concluindo que “desde FHC nunca mais ganharam uma eleição”, em referência à falta de sucesso eleitoral dos candidatos apoiados pelo veículo .

    A memória do ajuste fiscal e os riscos para a democracia

    A defesa intransigente de um ajuste fiscal a qualquer custo carrega consigo perigos históricos que não podem ser ignorados.

    A reportagem do próprio Estadão admite, em outra frente, que o Partido dos Trabalhadores vê no ajuste fiscal um “risco à sobrevivência política”, lembrando que medidas semelhantes adotadas em 2015 pela ex-presidente Dilma Rousseff contribuíram para sua destituição e para a crise política que se instalou no país.

    Para alas do PT, repetir a receita de austeridade em um cenário de baixo crescimento seria um “suicídio político”.

    A avaliação é de que a submissão às demandas do mercado financeiro custou aos petistas não apenas o mandato de Dilma, mas as eleições de 2016 e 2018.

    A insistência da grande mídia em pautar uma agenda de arrocho, ignorando a necessidade de distribuição de renda e fortalecimento do mercado interno, revela um atraso em relação às democracias desenvolvidas.

    Enquanto países centrais debatem a redução da jornada de trabalho e a criação de estados de bem-estar social mais robustos, setores da elite brasileira ainda insistem em soluções ultrapassadas que concentram renda e ampliam a vulnerabilidade das famílias.

    Desdobramentos e reações

    O embate expõe a polarização que deve marcar a corrida eleitoral de 2026. Ao mesmo tempo que o Estadão critica a falta de um “projeto de país” da direita, Gleisi Hoffmann consolida a estratégia do governo Lula de defender a política social e a regulação da economia como pilares para o desenvolvimento.

    A deputada voltou a defender programas de alívio de dívidas das famílias e o reajuste real do salário mínimo, contrastando com o que chama de “selvageria mercadista” .

    Essa contraposição entre proteção social e austeridade fiscal será o grande divisor de águas nas eleições que se aproximam.

    FAQ Rápido

    Por que Gleisi Hoffmann criticou o editorial do Estadão?
    A deputada acusou o jornal de defender um “arrocho” contra os pobres ao cobrar um “duro ajuste fiscal” dos candidatos de oposição, afirmando que a visão do jornal está alinhada apenas aos interesses do mercado financeiro e não à realidade social do Brasil.

    O que diz o editorial “Ser anti-Lula não basta” do Estadão?
    O texto afirma que ser contra o presidente Lula não é suficiente para construir uma candidatura competitiva. Ele cobra que os pré-candidatos da oposição apresentem propostas econômicas concretas, com foco em um ajuste fiscal severo, algo que o jornal considera essencial para tirar o país da “mediocridade” .

    Qual é a visão do PT sobre o ajuste fiscal defendido pelo mercado?
    O PT, sob a liderança de Gleisi Hoffmann, vê o ajuste fiscal como um risco de repetir o erro de 2015, que aprofundou a crise política e econômica. A legenda defende a manutenção dos programas sociais, o reajuste do salário mínimo e medidas de alívio de dívidas, rejeitando o que chamam de “arrocho” e ataque aos pobres.



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