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Gleisi diz que Lula será reeleito, que Haddad deveria concorrer ao Senado e que Edinho Silva pode sucedê-la

    Para a presidente do maior partido de Esquerda da América Latina, é preciso “trabalhar para construir uma candidatura de unidade, que reflita este novo momento” da legenda fundada pelo estadista, “que vai ser muito desafiador com a reeleição do Presidente Lula

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    Gleisi Hoffman e Fernando Haddad durante evento do Partido dos Trabalhadores
    Foto: Alessandro Dantas/Divulgação PT

    A deputada federal pelo Paraná e Presidenta Nacional do Partido dos Trabalhadores, Gleisi Hoffmann, afirmou que “a gente tem que trabalhar para construir uma candidatura de unidade, que reflita este novo momento do PT, que vai ser muito desafiador com a reeleição do Presidente Lula“.

    A fala foi registrada no âmbito de matérias em que o jornal O Globo tem disseminado, apontando que Gleisi estaria tentando enfraquecer a possibilidade do prefeito de Araraquara, Edinho Silva (PT), sucedê-la no comando do maior partido de esquerda da América Latina.

    Não tenho nenhuma oposição ao Edinho. Aliás, gosto muito dele. O Edinho foi coordenador da comunicação quando fui coordenadora (geral) da campanha do Lula (em 2022). Eu tenho muita admiração pela capacidade política do Edinho“, disse.

    Não entendo que o resultado da eleição em Araraquara seja determinante para ele deixar de ser presidente do PT. Isso não é relevante nesse contexto. Ele tem todas as condições de ser presidente do PT“, completou a parlamentar, segundo o texto.

    As votações no município paulista surpreenderam o Brasil ao eleger, no último dia 6 de outubro, o médico Luis Claudio Lapena Barreto (PL), o Dr. Lapena (PL), 60, interrompendo um ciclo de dois mandatos consecutivos do PT. Ele obteve 55.158 votos (49,18 %), derrotando a ex-secretária de Saúde, Eliana Honain, do Partido dos Trabalhadores, que obteve 50.647 votos (45,16 %).

    Segundo o texto, Gleisi diz que não está insuflando um nome do Nordeste para a sucessão na presidência da legenda que o Presidente Luís Inácio Lula da Silva ajudou a fundar em 1980, conforme o jornal publicou, informando que lideranças petistas avaliam que ela quer enfraquecer Edinho, aliado do ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT).

    O jornalão diz que opositores do ainda prefeito Edinho Silva tentam desqualificar a sua pretensão de comandar o PT com o argumento de que ele não conseguiu eleger a sua sucessora na cidade.

    O que eu fiz não foi incentivar a candidatura do Nordeste, foi reconhecer a legitimidade, porque vieram falar comigo que achavam que o Nordeste, por ter o resultado eleitoral que tem, gostaria também de ser considerado nessa questão da sucessão“, teria afirmado Gleisi ao jornal. “O que eu disse e continuo dizendo é que tem legitimidade“.

    A presidente do PT defende a construção de um nome de consenso que unifique a legenda e defende que Haddad deveria concorrer ao Senado em 2026. Gleisi também afirma que não faz oposição nem é inimiga do ministro da Fazenda, diz a publicação, acrescentando que ela foi procurada por petistas do Nordeste, que reivindicam espaço para um nome da região no comando do partido.

    Para a presidente do PT, o candidato à sua sucessão terá que conversar com todos os setores e correntes para construir a unidade. Gleisi também destacou que suas divergências com Haddad são pontuais na “política e na economia, o que é normal dentro do partido”.

    Não sou oposição ao Haddad, gosto do Haddad. Considero o Haddad um excelente quadro, que desempenhou um papel fundamental tanto em 2018 (na eleição presidencial) como em 2022 (como candidato a governador), como está desempenhando agora no governo. Agora tenho divergências em alguns pontos. Mas essas divergências não podem ser colocadas como se eu fosse inimiga do Haddad“, diz Gleisi, conforme a transcrição.

    Acho que ele deve estar na política. Deveria ser nosso candidato a senador por São Paulo. Seria um excelente nome. Não vejo problema nenhum em abrir a discussão do pós-Lula desde que não seja antes da próxima eleição. Porque na próxima eleição o nosso candidato é o Lula“.

    Que sentido faz você começar a fazer uma discussão dessa agora? E nós temos que ver as lideranças que se consolidam. O Haddad é uma alternativa que pode ser candidato em 2030, mas eu acho que tudo tem que ser discutido pós-26“, disse Gleisi.

    O calendário da sucessão no PT deve ser definido em uma reunião do diretório nacional da legenda em dezembro. A previsão é que Gleisi deixe o cargo no primeiro semestre do ano que vem. Edinho tem a preferência do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para o posto.

    A troca do comando no PT também passa pelas discussões no partido sobre o pós-Lula. Caso Edinho assuma o posto, Haddad, por ser seu aliado, teria o caminho facilitado para se consolidar como principal liderança quando Lula deixar o Palácio do Planalto.

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