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Gleisi aponta ‘mentira grosseira’ na Folha ‘a serviço de poderosos interesses’, em editorial ‘que menospreza o bom senso’

    Após dar espaço à extrema direita rumo ao projeto de poder alinhado ao bolsonarismo, o jornal escancara no título que “privatizar Petrobras, Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil deve ser o próximo tabu a ser derrubado no bem-sucedido programa brasileiro de desestatização“, que foi instituído em 1990 e nunca foi bem-vindo ao PT

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    Um editorial na Folha de S. Paulo, neste domingo (25/8), escancara seu alinhamento com o bolsonarismo ao afirmar que “privatizar Petrobras, Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil deve ser o próximo tabu a ser derrubado no bem-sucedido Programa Brasileiro de Desestatização“, que foi instituído no longínquo ano de 1990, durante o falido governo Collor, e que, portanto, nunca foi bem-vindo ao Partido dos Trabalhadores.

    A opinião do jornal vem poucos dias depois que o ex-ministro da Casa Civil, o advogado José Dirceu (PT), expressou seu sentimento de “estranheza” com o destaque dado pela Folha à denúncia feita pelo jornalista Glenn Greenwald, de que o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Alexandre de Moraes, teria agido fora dos ritos ao solicitar, por meio de auxiliares, que o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) produzisse relatórios para embasar o inquérito das fake news. contra bolsonaristas.

    Agora, o texto tenta seduzir o brasileiro de modo a convencê-lo quanto a aceitar a ideia de que o Programa Brasileiro de Privatizações “derrubou sucessivamente tabus, preconceitos e teses catastrofistas”. Diz que “administrações à esquerda (…) reconheceram as vantagens da concessão de estradas, ferrovias, portos e aeroportos” e usa meras opiniões favoráveis a privatizações que foram divulgadas por institutos de pesquisas, como o Datafolha, para dar mais efeito ao que a presidente nacional da legenda fundada pelo Presidente Lula, a deputada federal Gleisi Hoffmann, chama de mentira.

    O jornal diz que PetrobrasBanco do Brasil e Caixa Econômica Federal possuem aparato que é “custosamente mantido sob o comando do Estado, sobretudo, por interesses políticos e sindicais. Invocam-se pretextos nacionalistas e estratégicos para preservar o poder de lotear cargos, distribuir favores e bancar projetos de retorno duvidoso, para nem falar em lisura“.

    O editorialista diz ainda que “o caminho a seguir é a privatização criteriosa, com modelos que incentivem a competição e regulação que salvaguarde os interesses dos consumidores“.

    Gleisi Hoffmann não resistiu e correu para as redes sociais, onde, no X, escreveu sobre a “mentira grosseira” do jornalão a serviço do mercado e de “poderosos interesses“. Segundo a parlamentar, o editorial “menospreza o bom senso“.

    veja abaixo e leia a íntegra, a seguir:



    As estatais brasileiras tiveram lucros somados de R$ 197 bilhões em 2023, dos quais R$ 49 bilhões foram para a União na forma de dividendos e participações. Petrobras, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal foram responsáveis por R$ 170 bilhões desse lucro, e é justamente sobre estas três que a Folha de S. Paulo, em seu editorial de capa, escancara a cobiça privatista no editorial desavergonhado deste domingo.

    Diante desses números, dizer que o conjunto das estatais seria “custosamente mantido” pelo Estado é mentira grosseira. Afirmar que as privatizações feitas pelos governos neoliberais foram “bem-sucedidas”, diante de descalabros com o serviço de energia de São Paulo ou de escândalos como o subfaturamento da Vale e da Eletrobrás é menosprezar o bom senso. O entreguismo da Folha evidencia que o jornal está a serviço de poderosos interesses, mas não do Brasil“.

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