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Glauber prega união contra os fascistas após Zema anunciar bloco Sul/Sudeste contra o Nordeste e esquerda

    Ao povo nordestino eu tenho é que agradecer, e muito“, afirmou o deputado federal ao comentar proposta e manobra do governador de Minas Gerais, que concedeu entrevista manipulada pelo Estadão

    O deputado federal Glauber Braga (PSOL-RJ) foi ao seu perfil no ‘Twitter‘ expressar sua indignação contra o movimento feito pelo governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), no sentido de criar uma frente para ‘protagonismo’ do Sul-Sudeste e reposicionar a direita, de forma unida, contra a esquerda.

    Em entrevista ao ‘Estadão‘, Zema disse que estados do Sul e Sudeste vão agir em bloco para lançar um candidato de direita do grupo para a sucessão presidencial e tomada de poder político.

    Após a leitura da íntegra da proposta do mineiro, Glauber Braga disse, na plataforma, que “a união que pregamos é a dos trabalhadores contra os fascistas e neoliberais, incluindo aqueles que usam sapatênis e aumentam o próprio salário em 298%“.

    Há três meses, o governador de Minas sancionou a Lei 24.314, que ampliou também a remuneração do vice-governador, Mateus Simões (Novo), e dos secretários e secretários adjuntos. O salário de Zema passou passou de R$ 10.500 para R$ 41.845,49, em três anos.

    Zema quer união do Sul/Sudeste contra o Nordeste? Não conte comigo. Ao povo nordestino eu tenho é que agradecer, e muito. A união que pregamos é a dos trabalhadores contra os fascistas e neoliberais, incluindo aqueles que usam sapatênis e aumentam o próprio salário em 298%“, afirmou Glauber Braga.

    Veja abaixo e leia mais depois:

    Na entrevista ao jornalão, após saltar todo o blá-blá-blá da mídia declaradamente extremista de direita e antipopular, Zema, que “define-se como um político liberal e de direita“, mas apoia o Bolsa Família, diz que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) “pouco avançou em desestatização“.

    Inacreditavelmente, Zema diz também que Bolsonaro organizou a direita e que daria nota 8 ao pior governo da história do Brasil.

    Zema diz que a união de estados do Sul e Sudeste buscará um nome contra a esquerda em 2026: “Tudo vai passar por um processo da direita tentar se unir e encontrar um nome que tenha apoio. Mas se for para lançar dois, três nomes (em 2026), aí é para dar de mão beijada a reeleição ao adversário”, prevê.

    Zema também mente ao afirmar que a esquerda não tem os melhores resultados na Economia, como, pelo contrário, já ficou provado, a conferir pelos os ótimos resultados do crescimento com Lula III:

    Enxergo a esquerda como um adversário que na comunicação, na propaganda dá trabalho, mas no resultado? Pode esquecer porque eles nunca vão conseguir o melhor resultado em termos de crescimento da economia, de desenvolvimento”, disse o governador de Minas, blefando cinicamente.

    Zema diz que a esquerda tem “um discurso sedutor, é meio que o canto da sereia: nós somos social, nós somos verdes. Eu bato palmas e aplaudo a esquerda porque eles conseguem fazer uma lavagem mental, mas na prática não tem nada”, disse, de modo a manipular a verdade.

    O mineiro antevê uma eleição polarizada, em um pais dividido e crê que o apoio de Bolsonaro, inelegível por oito anos, será fundamental. Por isso, os governadores do Sul, Sudeste – maciçamente de oposição – já se preparam e se organizaram no Consórcio Sul-Sudeste (Cossud), escreve o jornal.

    A entidade agora é presidida pelo governador do Paraná, Ratinho Junior e, pela primeira vez, formalmente constituída promete, conforme sugere o Estadão, dar trabalho ao governo federal e atuar em bloco no Congresso sempre que possível.

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