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Meloni: “Não estamos em guerra e não queremos entrar nela” – Itália e ‘E4’ querem a estabilidade global (video)

    Após o posicionamento da Espanha contra a incursão violenta no país persa, a Primeira-Ministra afirma que ela, Macron, Merz e Starmer compartilham a urgência de evitar uma escalada maior

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    Seguo costantemente con i ministri competenti gli sviluppi della crisi in Medio Oriente.
    RESUMO
    URBS MAGNA - Progressistas por um BRASIL SOBERANO


    Roma (IT) · 08 de março de 2026

    A primeira-ministra italiana Giorgia Meloni reafirmou, em um videomensagem divulgado no sábado (7/mar), a posição firme do governo da Itália diante da escalada da crise no Medio Oriente, especialmente após os ataques conjuntos de Estados Unidos e Israel contra o Irã e as respostas subsequentes de Teerã.

    Giorgia Meloni destacou que acompanha de perto os desdobramentos com os ministros competentes e que o executivo trabalha incansavelmente para proteger a segurança dos cidadãos italianos e os interesses nacionais.

    A Itália não faz parte do conflito e não pretende fazer parte dele”, enfatizou a premier, reforçando que Roma prioriza a redução das tensões e a retomada de negociações.

    Entre as medidas anunciadas, Giorgia Meloni revelou a promoção de um coordenamento estreito entre Itália, França, Alemanha e Reino Unido — formato conhecido como “E4” — para enfrentar a crise coletivamente e intensificar a ação diplomática.

    Em contatos com o presidente francês Emmanuel Macron, o chanceler alemão Friedrich Merz e o primeiro-ministro britânico Keir Starmer, foi compartilhada a urgência de evitar uma escalada maior e contribuir para a estabilidade global, conforme relatado no site oficial do governo italiano e em veículos como Corriere della Sera e ANSA.

    Para reforçar a segurança das fronteiras da União Europeia, o governo dispôs o envio de uma fregata italiana (identificada em fontes como a Federico Martinengo) para Cipro, ilha que enfrentou ameaças de drones e mísseis iranianos contra bases ocidentais.

    A premier descreveu a iniciativa como “um ato de solidariedade europeia, mas sobretudo de prevenção.”, conforme publicado no portal oficial governo.it e repercutido por Il Fatto Quotidiano e Il Sole 24 Ore.

    Paralelamente, Giorgia Meloni anunciou esforços para mitigar os impactos econômicos do conflito nos cidadãos italianos, com task force monitorando preços de energia, benzina e gêneros alimentícios, além de combater a especulação.

    Sobre os combustíveis, a premier abriu a possibilidade de ativar o mecanismo das accise mobili — ferramenta aprimorada pelo governo em 2023 —, que permite usar o aumento da IVA gerado por altas de preços para reduzir as accise, caso os valores subam de forma estável.

    Accise dão impostos especiais de consumo indiretos que incidem sobre a produção, importação ou consumo de produtos específicos.

    A medida, demandada também por partidos de oposição, está em estudo no Ministério da Economia, segundo o videomensagem e coberturas da ANSA e Sky TG24.

    A declaração foi publicada em canais oficiais e repercutida amplamente na imprensa italiana, incluindo La Stampa, Open e Rainews, que confirmam o foco em diplomacia, prevenção e proteção econômica sem envolvimento direto no conflito.

    A declaração de Giorgia Meloni surge em um contexto europeu marcado por divisões claras: enquanto a Itália opta por uma neutralidade ativa, a Espanha de Pedro Sánchez adotou uma rejeição mais radical ao conflito.

    Desde o início de março, Sánchez resumiu sua posição em “não à guerra”, negando o uso de bases como Rota e Morón para operações dos EUA e Israel, condenando o ataque como violação do direito internacional e priorizando soluções diplomáticas — uma linha que gerou tensões com Washington, mas ecoou como exemplo de soberania para críticos do alinhamento atlantista.

    A premier italiana, ao reafirmar que “não estamos em guerra e não queremos entrar nela”, alinha-se a uma prudência compartilhada por outros aliados, mas sem a retórica confrontacional de Madri, focando em proteção econômica interna e desescalada multilateral.

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    Giorgia Meloni
    Giorgia Meloni durante o videomensagem oficial sobre a crise no Médio Oriente |7.3.2026| Foto: Palazzo Chigi / Governo da Itália/ Presidência do Conselho dos Ministros
    Retrato de Alexandr Wang discutindo o futuro da colaboração homem-IA, capturado por Ethan Pines para Forbes.



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