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    RESUMO
    URBS MAGNA

    | Brasília (DF)
    21 de agosto de 2026

    O ministro do STF Gilmar Mendes exigiu nesta sexta-feira (21/ago) apuração rigorosa e punição dos responsáveis pelo linchamento de Cláudio Rafael Landeiro Moreira, 37 anos, morto em Copacabana após ser confundido com ladrão.

    No X, Gilmar Mendes argumentou sobre “cenas tristes da violência em sua forma mais cruel”.

    Cláudio “foi cercado por seguranças e entregadores e espancado até a morte. As imagens são estarrecedoras: mais de sete minutos de agressões”, escreveu o ministro.

    O decano do STF disse sentir vergonha de “barbáries desse quilate” e criticou o linchamento dizendo que o método “não é justiça; é justiçamento, a face mais brutal da violência que grassa pela sociedade e cobra seu preço na vida de inocentes”.

    “Nada disso se tolera em um Estado de Direito. A apuração rigorosa e a punição dos responsáveis são o mínimo que devemos à memória de Cláudio e à sua família, a quem manifesto minha solidariedade. Cabe a todos nós impedir que esse tipo de violência se repita”, concluiu o magistrado.

    O ministro compartilhou a mensagem de Mônica Bergamo: “Brasil selvagem: homem é LINCHADO em plena COPACABANA. Primeira agressão foi de um segurança PRIVADO por achar q tinha roubado uma BICICLETA. Que era, na verdade, da irmã dele”.

    Gilmar foi duramente criticado por ser membro do judiciário (role o texto para ler as reações).

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    A tragédia revelou falhas graves na proteção de pessoas vulneráveis e no controle de seguranças irregulares. O crime ocorreu na noite de 11 de agosto.

    Cláudio Rafael Landeiro Moreira, que morava em Botafogo, saiu por volta das 22h30 pedalando a bicicleta elétrica da irmã para comprar um doce em Copacabana. Ele estacionou o veículo na calçada da Rua Barata Ribeiro.

    Segundo depoimentos oficiais colhidos pela Polícia Civil na 12ª DP, a abordagem partiu de Davi Santos Machado, que atuava como segurança clandestino para o comércio local.

    Ele perguntou: “Essa bicicleta é sua?”.

    Cláudio, que sofria problemas cognitivos e de fala decorrentes de uma queda de laje há cerca de dez anos, respondeu que “não”.

    O segurança disse então: “Então eu só vou te entregar a bicicleta quando aparecer o dono”.

    Outro segurança, Jorge Luiz Ricardo Dias, confiscou o veículo.

    Sem compreender a situação, Cláudio tentou reaver a bicicleta.

    Davi desferiu o primeiro golpe no braço da vítima.

    Entregadores de aplicativo que passavam pelo local presumiram flagrante de roubo e se juntaram à agressão.

    O grupo arrastou Cláudio para a Rua Felipe de Oliveira, via menos movimentada, e iniciou a sessão de mais de 30 pauladas, além de socos e chutes, que durou mais de sete minutos.

    As imagens de câmeras de segurança, analisadas pelo G1 e pelo O Globo, mostram a vítima tentando se defender sem reagir com violência.

    Ele foi deixado agonizando por cerca de 30 minutos até a chegada do Corpo de Bombeiros.

    Levado ao Hospital Municipal Miguel Couto, morreu por traumatismo craniano e hemorragia interna.

    O episódio reforça a urgência de coibir o justiçamento e garantir que a justiça seja exercida pelo Estado.

    A Polícia Civil já prendeu Davi Santos Machado e Jorge Luiz Ricardo Dias.

    O entregador Felipe Eduardo dos Santos Silva também se entregou.

    Ailton José da Silva segue foragido.

    Os envolvidos respondem por homicídio triplamente qualificado.

    A irmã Fabiana Landeiro Hansen declarou: “Meu irmão não soube se expressar. Só disse que não, em vez de dizer que era da irmã”.

    A família cobra justiça plena.

    Nesta sexta-feira (21/ago), a Polícia Civil confirmou a prisão de mais um suspeito.



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