Os ministros do STF, Gilmar Mendes e Flávio Dino, gargalham ladeando o procurador-geral da República, Paulo Gonet / Foto: Jose Cruz/Agência Brasil | O pré-candidato à Presidência da República, Romeu Zema, durante entrevista ao programa da TV Cultura, Roda Vida / Imagem reprodução
Brasília (DF) · 25 de abril de 2026
O confronto entre o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, ganhou proporções nacionais nos últimos dias.
Romeu Zema compartilhou vídeo com fantoches que satirizava decisões de ministros da Corte, o que levou Gilmar Mendes a solicitar sua inclusão no inquérito das fake news.
Segundo relatos de veículos como O Globo, o pedido ocorreu na segunda-feira (20/abr), quando Gilmar Mendes enviou notícia-crime a Alexandre de Moraes, relator do procedimento.
O ministro considerou que o conteúdo “vilipendia” a honra do STF e dele próprio.
Romeu Zema reagiu com intensidade, republicou o material e cobrou o impeachment do magistrado.
Aliados como Nikolas Ferreira, Carlos Bolsonaro e Deltan Dallagnol amplificaram o caso nas redes, elevando a visibilidade do pré-candidato do Novo.
Em entrevistas concedidas na sequência, Gilmar Mendes criticou a postura de Romeu Zema. Em uma delas, ao portal Metrópoles, o decano do STF comparou as críticas a uma eventual representação do ex-governador como “homossexual”, o que gerou forte repercussão e acusações de tom homofóbico.
No dia seguinte, Gilmar Mendes publicou retratação nas redes: “Errei quando citei a homossexualidade ao me referir ao que seria uma acusação injuriosa contra o ex-governador Romeu Zema. Desculpo-me pelo erro”.
Outra fala do ministro, na qual ironizou o sotaque mineiro de Romeu Zema como “dialeto próximo ao português”, também circulou amplamente.
O episódio revela tensões profundas no debate público brasileiro sobre os limites entre sátira, crítica política e proteção à integridade das instituições.
Enquanto parte da oposição vê no inquérito das fake news um instrumento de restrição excessiva, defensores das instituições argumentam pela necessidade de salvaguardar a credibilidade do Judiciário contra narrativas que possam desestabilizar a democracia.
Gilmar Mendes defendeu ainda a continuidade do inquérito “pelo menos até as eleições”, reforçando a percepção de que o procedimento permanece ativo em período sensível.
FAQ Rápido
1. O que motivou o pedido de Gilmar Mendes?
Um vídeo satírico com fantoches publicado por Romeu Zema criticando ministros do STF.
2. Gilmar Mendes pediu desculpas?
Sim, por relacionar homossexualidade a uma ofensa em entrevista.
3. Qual o impacto na pré-candidatura de Zema?
O embate aumentou sua visibilidade entre eleitores críticos ao STF, segundo análises de tracking político.
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