
O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Gilmar Mendes, suspendeu uma a ação que investigava advogados da Fecomércio do Rio de Janeiro, entre eles Cristiano Zanin e Roberto Teixeira, os advogados do ex-presidente Lula, além de impedir que o juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal do Rio de Janeiro, tome qualquer nova decisão no caso, informa Mônica Bergamo na Folha.
Bretas autorizou mandados de busca e apreensão em residência e escritórios de advocacia do Rio, de São Paulo e de Brasília com apoio do Ministério Público Federal do Rio de Janeiro, que alegou desvio de R$ 151 milhões da federação do comércio.
Gilmar Mendes acolheu pedido de liminar feito pela OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), que sustenta três pontos:
- houve usurpação de competência por Bretas, já que o ministro do STJ (Superior Tribunal de Justiça), Napoleão Nunes, é indiretamente citado na delação que originou a investigação;
- a competência para investigar seria do MP estadual, e não federal, e a ação deveria correr na Justiça estadual;
- as prerrogativas dos advogados teriam sido violadas na busca e apreensão feitas em seus escritórios.
Além dos representantes da defesa de Lula, também eram investigados os advogados Ana Tereza Basílio, que defende o governador afastado do Rio, Wilson Witzel, e Frederick Wassef, que já representou a família de Jair Bosonaro.
Cristiano Zanin se defendeu das acusações de Bretas dizendo que a Lava Jato não gosta de quem se opõe a ela.
O assunto repercutiu internacionalmente e até o pai de Julian Assange, fundador do Wikileaks detido em Londres enquanto aguarda julgamento sobre extradição aos EUA, afirmou que “a Lava Jato é um zumbi que não quer morrer”.

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