O ministro comentou a “tragédia das escolas de Aracruz” e relacionou-a às “graves consequências da crescente cultura de ódio no país, fomentada por políticas infundadas de armamento”
“A tragédia das escolas de Aracruz [Espírito Santo] revela as graves consequências da crescente cultura de ódio no país [que se iniciou a partir da eleição de [Jair Bolsonaro], fomentada por políticas infundadas de armamento [incentivadas pelo governo que se finda]”, afirmou o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Gilmar Mendes, em seu perfil no microblog Twitter, neste sábado (26/11).
O magistrado se referiu à ação de um jovem filho de oficial da PM contra pessoas em estabelecimentos de ensino no município capixaba, que fez 4 vítimas fatais e deixou em torno de uma dezena feridas. Depois descobriu-se que o pai postou em suas redes livro escrito pelo assassino alemão da II Guerra, Adolf Hitler.
As “graves consequências” mencionadas pelo ministro da Corte também se originam da negligência com que sentimentos nocivos ao convívio social são revelados aos filhos na educação que ocorre no seio familiar.
As “graves consequências” ainda virão. E isso não é uma premonição, mas uma tendência natural com base tão somente no que tem sido exposto e conhecido apenas nas ruas, como, por exemplo, as crianças usadas como escudo em bloqueios de caminhoneiros insatisfeitos com a vitória democrática de Lula. Imagine o que ocorre em seus lares.
O autor do atentado nas duas escolas de Aracruz, um jovem de 16 anos, deverá responder por ato infracional correspondente aos crimes de 10 tentativas de homicídio qualificada e quatro homicídios qualificados, todos com o agravante de por motivo fútil e com impossibilidade de defesa da vítima. Crimes brutais.
Armado com pistola .40 e revólver, o jovem invadiu os dois edifícios e abriu fogo contra alunos e professores. Ele usava roupa camuflada com uma suástica nazista [o que se relaciona com o livro de Hitler, postado pelo pai] no braço, chapéu, e tinha o rosto coberto por uma máscara de caveira.
Às 9h30, na Escola Estadual de Ensino Médio Primo Bitti, o assassino atirou várias vezes no pátio e, depois, dirigiu-se à sala dos professores, onde fez mais disparos. Alvejou as vítimas e fugiu de carro até o Centro Educacional Praia de Coqueiral, antigo Centro Darwin, onde entrou nas salas efetuando disparos e atingiu cerca de cinco pessoas.
O atirador foi preso em casa quatro horas depois dos ataques, com a pistola .40 e o revólver 38, além de três carregadores.
“Dar armas à população, além de não resolver os problemas de segurança pública, apenas resulta em mais mortes”, pontuou Gilmar Mendes, em seu tuíte.
