A telejornalista Renata Lo Prete, do Jornal da Globo, da Rede Globo, e o ministro do STF, Gilmar Mendes, durante entrevista concedida pelo decano da Corte máxima de Justiça ao programa que foi ao ar em 22.4.2026 e repercute nas redes sociais / Imagens reprodução / Rede Globo
Brasília (SP) · 25 de abril de 2026
Em uma entrevista concedida ao Jornal da Globo, que foi ao ar na quarta-feira (22/abr), na Rede Globo, o ministro Gilmar Mendes cobrou uma autocrítica sobre o apoio dado à Operação Lava Jato.
A declaração veio logo após questionamento de Renata Lo Prete acerca da necessidade de reflexão interna no Supremo Tribunal Federal (STF).
O decano do STF afirmou: “Espero que também a imprensa faça a sua autocrítica. A imprensa, por exemplo, apoiou a Lava Jato. Não escutei depois autocrítica em relação à Lava Jato.”
A fala, ocorrida no encerramento do diálogo, quando a jornalista buscava encerrar o tema por limitação de tempo, viralizou nas redes sociais:
@urbs.magna O dia em que Gilmar Mendes deu invertida em Lo Prete após pergunta tendenciosa da Globo sobre autocrítica do STF – "A imprensa apoiou a Lava Jato; não escutei autocrítica": Telejornalista foi pivô de outro capítulo do plano da emissora para desgastar a imagem do governo Lula — Em uma entrevista concedida ao Jornal da Globo, que foi ao ar na quarta-feira (22/abr), na Rede Globo, o ministro Gilmar Mendes cobrou uma autocrítica sobre o apoio dado à Operação Lava Jato. A declaração veio logo após questionamento de Renata Lo Prete acerca da necessidade de reflexão interna no Supremo Tribunal Federal (STF). O decano do STF afirmou: “Espero que também a imprensa faça a sua autocrítica. A imprensa, por exemplo, apoiou a Lava Jato. Não escutei depois autocrítica em relação à Lava Jato.” A fala, ocorrida no encerramento do diálogo, quando a jornalista buscava encerrar o tema por limitação de tempo, viralizou nas redes sociais. Gilmar Mendes defendeu que o STF já realizou ajustes internos, citando o exemplo da ex-presidente Rosa Weber, que resolveu questões regimentais como decisões monocráticas e pedidos de vista. Ele se mostrou aberto a discussões sobre código de ética e reforma do Judiciário, inclusive proposta pelo ministro Flávio Dino, mas enfatizou o caráter colegiado da Corte: “Aqui rege um parlamentarismo: presidente não decide per se.” A jornalista mencionou pesquisa Quaest que indicou, pela primeira vez, maioria da população sem confiança no STF, além de matéria recente da revista The Economist que qualificou envolvimento indireto de ministros no Caso Master como “grande escândalo do Supremo Tribunal Federal brasileiro”. Gilmar Mendes rebateu, lembrando edições anteriores da publicação que elogiaram o tribunal na defesa da democracia, e ampliou o olhar para crise generalizada de instituições. Sobre o Caso Master, o ministro questionou a narrativa: “Vários bancos venderam essas CDBs do Banco Master, fizeram lucros com isso. Várias empresas fizeram anúncios […] Daniel Vorcaro era keynote speaker de vários seminários de várias instituições de imprensa. Agora, ter contato com Vorcaro virou algo satânico.” Ele defendeu visão “crítica e madura” e a presença de “adultos na sala”. A cobrança de Gilmar Mendes recoloca em debate o papel da mídia na Lava Jato, operação marcada por controvérsias reveladas pela Vaza Jato. A troca de farpas evidencia tensão entre Poder Judiciário e veículos de comunicação em momento de questionamento público sobre transparência e conduta de autoridades. FAQ Rápido Por que Gilmar Mendes citou a Lava Jato na entrevista? Para contrapor a cobrança de autocrítica ao STF com a ausência de reflexão semelhante da imprensa sobre irregularidades da operação em Curitiba. O que a Economist disse sobre o STF? A publicação britânica descreveu envolvimento de ministros no Caso Master como parte de um “vasto escândalo”, embora edições anteriores tenham elogiado o tribunal. Qual a proposta de reforma mencionada? Ideia trazida por Flávio Dino de reforma mais ampla do Judiciário, com maturação longa e menos focada apenas no Supremo. #STF #Gilmarmendes #renataloprete #redeglobo #jornaldaglobo ♬ som original – https://urbsmagna.com
Gilmar Mendes defendeu que o STF já realizou ajustes internos, citando o exemplo da ex-presidente Rosa Weber, que resolveu questões regimentais como decisões monocráticas e pedidos de vista.
Ele se mostrou aberto a discussões sobre código de ética e reforma do Judiciário, inclusive proposta pelo ministro Flávio Dino, mas enfatizou o caráter colegiado da Corte: “Aqui rege um parlamentarismo: presidente não decide per se.”
A jornalista mencionou pesquisa Quaest que indicou, pela primeira vez, maioria da população sem confiança no STF, além de matéria recente da revista The Economist que qualificou envolvimento indireto de ministros no Caso Master como “grande escândalo do Supremo Tribunal Federal brasileiro”.
Gilmar Mendes rebateu, lembrando edições anteriores da publicação que elogiaram o tribunal na defesa da democracia, e ampliou o olhar para crise generalizada de instituições.
Sobre o Caso Master, o ministro questionou a narrativa: “Vários bancos venderam essas CDBs do Banco Master, fizeram lucros com isso. Várias empresas fizeram anúncios […] Daniel Vorcaro era keynote speaker de vários seminários de várias instituições de imprensa. Agora, ter contato com Vorcaro virou algo satânico.”
Ele defendeu visão “crítica e madura” e a presença de “adultos na sala”.
A cobrança de Gilmar Mendes recoloca em debate o papel da mídia na Lava Jato, operação marcada por controvérsias reveladas pela Vaza Jato.
A troca de farpas evidencia tensão entre Poder Judiciário e veículos de comunicação em momento de questionamento público sobre transparência e conduta de autoridades.
FAQ Rápido
Por que Gilmar Mendes citou a Lava Jato na entrevista?
Para contrapor a cobrança de autocrítica ao STF com a ausência de reflexão semelhante da imprensa sobre irregularidades da operação em Curitiba.
O que a Economist disse sobre o STF?
A publicação britânica descreveu envolvimento de ministros no Caso Master como parte de um “vasto escândalo”, embora edições anteriores tenham elogiado o tribunal.
Qual a proposta de reforma mencionada?
Ideia trazida por Flávio Dino de reforma mais ampla do Judiciário, com maturação longa e menos focada apenas no Supremo.
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