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Gilmar, Cármen e Moraes votam pela cassação e prisão da bolsonarista Carla Zambelli: placar é de 3 a 0

    Ministro foi o terceiro a votar pela condenação da deputada federal a 5 anos e 3 meses de prisão pelos crimes de porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal – SAIBA MAIS

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    O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Alexandre de Moraes, foi o terceiro a votar pela condenação da deputada federal bolsonarista Carla Zambelli (PL-SP) a 5 anos e 3 meses de prisão pelos crimes de porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal.

    O placar na Corte máxima de Justiça do Brasil após os votos unânimes de Moraes, Gilmar Mendes e Cármen Lúcia é de 3 a 0, mas restam ainda oito magistrados: Nunes Marques, André Mendonça, Cristiano Zanin, Flávio Dino, Dias Toffoli, Luiz Fux, Luís Roberto Barroso – Presidente e Edson Fachin – Vice-Presidente.

    Em outubro de 2022, às vésperas do segundo turno das eleições presidenciais de 30 de outubro, Zambelli perseguiu o jornalista Luan Araújo, homem negro, em um bar na região da Paulista, em São Paulo, empunhando uma pistola 9mm.

    O episódio foi filmado e viralizou nas redes sociais. Araújo relatou que a confusão começou após ele dizer à deputada “vai tomar no cu“, em meio ao clima político acirrado entre bolsonaristas e opositores.

    Deputada Carla Zambelli (PL-SP) — Foto: Mário Agra/Câmara dos Deputados


    A pistola, registrada em nome da deputada, foi apreendida pela Polícia Federal.

    O decano Gilmar Mendes propôs seu envio ao Comando do Exército, reforçando a crítica ao uso político de armas por autoridades. O magistrado também votou pela cassação do mandato de Zambelli.

    A deputada, defensora da flexibilização das leis armamentistas sob a bandeira de Bolsonaro, pode ter sua autorização para porte de arma cassada.

    Alexandre de Moraes destacou que “o porte de arma para defesa pessoal não autoriza perseguir pessoas em via pública“, enfatizando que não havia risco iminente à vida da parlamentar no episódio.

    O caso simboliza o debate sobre uso político de armas e abusos de autoridade, temas recorrentes no pós-governo Bolsonaro, marcado por polêmicas sobre milícias digitais e ataques a jornalistas.

    O incidente ocorreu em meio a uma eleição polarizada, com bolsonaristas acusando o STF de interferência política. Zambelli, figura radicalizada, participou ativamente de ataques a instituições.


    Durante o governo Bolsonaro (2019-2022), o número de armas em circulação no Brasil disparou, com mais de 800 mil registros liberados. A decisão do STF reflete uma reação à banalização do porte por autoridades.

    O julgamento pode ser prolongado por pedidos de vista (análise complementar) ou destaque (transferência para o plenário físico). Se confirmada a condenação, Zambelli será a primeira deputada bolsonarista a perder o mandato por decisão judicial no atual ciclo político, reforçando o papel do STF no controle de abusos de agentes públicos.

    O caso reacendeu discussões sobre racismo (pela perseguição a um homem negro) e violência política, além de testar os limites da imunidade parlamentar. Para críticos do bolsonarismo, a condenação seria um marco na responsabilização de aliados do ex-presidente envolvidos em ataques à democracia.

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