
LULA e TRUMP | Arte UrbsMagna
Iniciativa é vista como uma “oportunidade do século” para reverter a fuga de cérebros, em um momento em que os EUA enfrentam desmantelamento científico – A gestão Lula 3 busca fortalecer a pesquisa nacional em vacinas e saúde, atraindo pesquisadores perseguidos por Trump – SAIBA MAIS
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Brasília, 24 de maio de 2025
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou um ambicioso plano para atrair pesquisadores dos Estados Unidos afetados por cortes e restrições impostos pelo governo de Donald Trump.
A iniciativa genial, liderada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), sob o comando da ministra Luciana Santos, prevê a oferta de 500 vagas para cientistas estrangeiros focarem em pesquisas de vacinas, com investimentos na Fiocruz e no Instituto Butantan.
O programa visa aproveitar a “perseguição a quem investe e estuda a produção de vacina e medicamentos tecnológicos”, conforme destacou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, para fortalecer a produção científica nacional.
A medida responde aos cortes de 18% no orçamento do Instituto Nacional de Saúde (NIH) e 11% na Fundação Nacional de Ciência (NSF) durante o primeiro mandato de Trump, que agora ameaça novos retrocessos com nomeações como a de Robert F. Kennedy Jr., antivacina, para a Secretaria de Saúde americana.
Além das vagas, o governo Lula está regulamentando o novo marco regulatório de pesquisas clínicas, sancionado em 2024, para facilitar o desenvolvimento de estudos e atrair cientistas desiludidos com as políticas de Trump, que incluem censura e exigências de delação entre pesquisadores, segundo o UOL.
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O programa Conhecimento Brasil, do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), planeja investir R$ 1 bilhão em 4 a 5 anos para repatriar cerca de 1.000 pesquisadores, incluindo brasileiros na Argentina e nos EUA, e criar laboratórios de ponta.
Ricardo Galvão, presidente do CNPq, defende que a iniciativa se inspira em programas de repatriação de países como Alemanha e Coreia do Sul, mas cientistas como Marcus Oliveira, da UFRJ, criticam a falta de investimento na pesquisa nacional existente, temendo que o foco na repatriação não resolva problemas estruturais.
A estratégia brasileira também inclui parcerias com o setor privado, como a visita de Lula à fábrica da Novo Nordisk em 2025, onde ele destacou a “estabilidade política, jurídica e econômica” do Brasil para atrair investimentos em saúde e inovação.
O país busca se posicionar como líder em tecnologias de vacinas, como as de RNA, que ainda não são produzidas localmente, segundo o infectologista Julio Croda.
A Fiocruz já desenvolve uma vacina, mas o Brasil carece de estoques estratégicos, como observado na crise da varíola dos macacos. A iniciativa é vista como uma “oportunidade do século” para reverter a fuga de cérebros, em um momento em que os EUA gastaram US$ 1 trilhão em pesquisa em 2024, mas enfrentam desmantelamento científico.
Apesar do otimismo, há desafios. O governo Lula enfrenta críticas por falhas na gestão de vacinas, como o desperdício de 8 milhões de doses da Coronavac em 2023, que custaram R$ 260 milhões, e atrasos na entrega de vacinas atualizadas contra a Covid-19.
A comunidade científica, incluindo Atila Lamarino, cobra estratégias mais claras. Ainda assim, o Brasil se posiciona como um polo de inovação em saúde, com Luciana Santos destacando que os investimentos em ciência no governo atual são “seis vezes maiores” que na gestão anterior, reforçando o compromisso com a soberania científica.












