Mauro Cid havia delatado sobre reuniões entre a alta cúpula das Forças Armadas e e os comandantes do Exército, Marinha e Aeronáutica, que também se reuniam no Palácio da Alvorada, onde tratavam de minuta
O ex comandante do Exército e general da reserva, Marco Antonio Freire Gomes, confirmou, em depoimento à PF (Polícia Federal) na sexta-feira (1/3), em informação liberada para a imprensa na tarde deste sábado (2/3), que presenciou reuniões onde foram discutidos os termos da chamada minuta do golpe.
A oitiva do militar durou mais de 8 horas e a partir das revelações terá início uma nova faze nas investigações.
Encontros e reuniões ocorreram para tratar dos termos da minuta golpistas, disse Freire Gomes a delegado da PF, o que confirma a informação na delação do ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro (PL), o tenente-coronel Mauro Cid.
A operação ‘Tempus Veritatis‘ já ouviu mais de vinte pessoas supostamente envolvidas em uma tentativa de atentado contra o Estado Democrático de Direito.
O general permaneceu dando as declarações na sede da Polícia Federal, na condição de testemunha, até as 2h deste sábado.
Mauro Cid havia delatado sobre reuniões entre a alta cúpula das Forças Armadas e os comandantes do Exército, Marinha e Aeronáutica, que tratavam de uma minuta golpista.
Freire Gomes estava na Espanha com familiares e assim que retornou foi prestar o depoimento ontem.
Outro general, Estevão Teófilo, disse à Polícia Federal que Freire Gomes, que comandava o Exército, sabia que ele iria se reunir com Bolsonaro no Palácio da Alvorada.
Freire Gomes não teria compactuado com a possibilidade de um plano de golpe de Estado.
Agora, com a confirmação de que Bolsonaro se reuniu com militares, novos desdobramentos da investigação são esperados.
