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Gal. preso por R$ 100 mil ‘do agro’ para matar Lula e pen drives dão novo ritmo às investigações, diz Míriam Leitão

    315 palavras, 2 minutos de leitura

    Braga Nettose colocou na mesma posição dos demais executores ´[kids pretos] que foram presos há duas semanas“, escreve a jornalista

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    O general golpista Walter Braga Nettoseguia buscando informações sobre dados sigilosos para, usando a sua rede de contatos, interferir no processo”, o que motivou sua prisão no sábado (13/11).

    O enquadramento do militar também ocorreu pela revelação de que ele entregou uma sacola com R$ 100 mil aos “kids pretos“, para o assassinato do então presidente eleito em 2022, Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

    Além do estadista, também eram alvos seu vice eleito, Geraldo Alkmin (PSB), e o ministro que na época era presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Alexandre de Moraes.

    A entrega da quantia financiada pelo “pessoal do agronegócio”, citado na colaboração premiada do tenente-coronel Mauro Cid, coloca Braga Netto na mesma posição dos demais executores que foram presos há duas semanas.

    As informações são de Míriam Leitão, no Globo, após ser informada por “fontes“, na tarde deste domingo (15/12).

    Segundo o texto, a PF (Polícia Federal) já fez a extração do conteúdo dos celulares apreendidos na operação que resultou na prisão de Braga Netto e vai examinar “centenas de pen drives”.

    Os dispositivos de armazenamento portátil foram apreendidos com o coronel Flávio Botelho Peregrino, assessor do general quatro estrelas.

    Após a prisão de seu ex-ministro, o ex-presidente inelegível até 2030, Jair Bolsonaro (PL), questionou, nas redes sociais:

    Há mais de 10 dias, o ‘inquérito’ foi concluído pela PF, indiciando 37 pessoas e encaminhado ao MP [Ministério Público]. Como alguém, hoje, pode ser preso por obstruir investigações já concluídas?”, escreveu o candidato derrotado para Lula.

    Míriam Leitão disse que a crítica feita por Bolsonaro tem dois erros.

    De acordo com a jornalista, o primeiro é que ele estava ainda tentando obter informações sigilosas. E o segundo é que as investigações continuaram mesmo depois dos 40 indiciados, e ganharam ainda mais força agora com o conteúdo desses celulares e das “dezenas de pen drives”.

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