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Os desafios geopolíticos e a segurança energética são temas da Cúpula no Canadá – SAIBA MAIS
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Brasília, 18 de junho de 2025
Na terça-feira (17/jun), o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva teve uma reunião bilateral com o Primeiro-Ministro canadense Mark Carney.
Segundo o estadista brasileiro, ambos conversaram sobre democracia, multilateralismo, transição energética e o estímulo ao comércio entre ambos os países.
O presidente informou em suas redes sociais que agradeceu a ao anfitrião norte-americano pelo convite para participar do G7 – grupo das 7 economias mais industrializadas do mundo, que inclui Canadá, EUA, França, Japão, Alemanhã, Reino Unido e Itália, mais a União Europeia.
O Presidente Lula se disse “feliz com a confirmação” da ida de Mark Carney à COP 30, que ocorre no mês de novembro, em Belém.
No discurso da sessão ampliada da Cúpula do G7, durante a primeira intervenção sobre segurança energética e minerais críticos, em Kananaskis, Lula destacou a renovação democrática no G7, com cinco dos sete líderes atuais assumindo desde a Cúpula de Apúlia, na Itália, em 2024.
O Presidente afirmou que, embora essa renovação demonstre a força da democracia, também impõe desafios para respostas rápidas e coordenadas diante de crises globais, como a mudança climática, que exige esforço coletivo.
Segundo Lula, o G7 surgiu em resposta às crises do petróleo nos anos 1970, que revelaram os riscos da dependência de combustíveis fósseis. No entanto, o mundo ainda resiste em aceitar que a diversificação energética é essencial para a segurança.
Lula expressa sua intenção de apresentar o Brasil como um líder nessa transição, com 90% de sua matriz elétrica proveniente de fontes renováveis, sendo o segundo maior produtor de biocombustíveis e pioneiro em tecnologias como motores flexíveis, hidrogênio verde e combustível sustentável de aviação.
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O estadista afirmou que nosso País possui reservas estratégicas de minerais essenciais para a descarbonização, como nióbio, níquel e terras raras. No entanto, o texto lido por Lula adverte que a exploração não deve repetir erros do passado, gerando desigualdade e destruição ambiental, especialmente na Amazônia e nos oceanos.
Ele disse que o Brasil defende que países em desenvolvimento participem de todas as etapas das cadeias globais de minerais, incluindo beneficiamento, e rejeita práticas predatórias.
O texto também critica a falta de cooperação global, afirmando que rivalidades geopolíticas ameaçam a segurança energética. Além disso, condena os gastos militares excessivos (US$ 2,7 trilhões anuais, equivalentes ao PIB da Itália), que poderiam ser direcionados ao combate à fome e a uma transição justa.
Sobre conflitos internacionais, o discurso defendeu o diálogo na Ucrânia. Lula disse que nenhum lado vencerá militarmente.
Em Gaza, o Presidente condenou a morte de civis e o uso da fome como arma de guerra, cobrando o reconhecimento do Estado palestino, e também alertou para os riscos de uma escalada no Oriente Médio após os ataques de Israel ao Irã. Lula também criticou duramente a inação internacional diante da crise no Haiti.
Por fim, o discurso cobrou maior protagonismo da ONU, pedindo que o Secretário-Geral lidere esforços multilaterais para restaurar a organização como espaço de diálogo e paz.












