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‘In Fux We Trust’ vota para anular processo de Bolsonaro e ‘garante a Disney’

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    Luiz Fux
    Luiz Fux e Jair Bolsonaro durante encontro no período de seu governo / Foto: Gabriela Biló/Folhapress


    Redes sociais comentam visão do ministro do Supremo, que levanta questões sobre competência da Corte e delação de Mauro Cid, gerando expectativa de recursos e debates jurídicos no caso da trama golpista



    Brasília, 10 de setembro de 2025

    No julgamento que investiga a suposta tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, defendeu a nulidade do processo contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros sete réus.

    Em sua manifestação na Primeira Turma do STF, nesta quarta-feira(10/set), Fux argumentou que a Corte seria “incompetente” para julgar o caso, apontando a “ausência de prerrogativa de foro” dos réus, que não ocupam mais cargos públicos.

    Ele destacou que o volume de provas — cerca de 70 terabytes — comprometeu o direito à ampla defesa, sugerindo a anulação do processo desde o recebimento da denúncia, em março.

    A posição de Fux, que diverge do relator Alexandre de Moraes e de Flávio Dino, reacendeu esperanças entre apoiadores de Bolsonaro, que lotaram as redes sociais com reações fervorosas.

    A expressão “In Fux We Trust”, resgatada de conversas da Operação Lava Jato em 2016, viralizou no X.

    Por outro lado, bolsonaristas celebraram o posicionamento do ministro, que foi visto como um símbolo de “imparcialidade”.

    Ainda assim, alguns internautas ironizaram, sugerindo que a postura de Fux “garante sua viagem à Disney”, com críticas de setores progressistas.

    A fala de Flávio Dino ontem também foi lembrada. O mministro afirmou que Fux poderia “dormir em paz”, garantindo não interromper seu voto.

    A tensão entre os ministros foi evidente, especialmente após Fux reclamar de interrupções durante a fala de Moraes, reforçando seu compromisso com um voto “extenso” e detalhado.

    Especialistas, como o advogado Cristiano Carvalho, da USP, alertam que a divergência de Fux, embora significativa, não é suficiente para anular o julgamento, que exige comprovação de “vícios processuais graves”.

    Luiz Fux também questionou a tipificação dos crimes, como tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado, sugerindo que a equiparação de tentativa a crime consumado seria um “arranhão na Constituição”.

    Apesar disso, a Procuradoria-Geral da República (PGR), representada por Paulo Gonet, defende a condenação de todos os réus, incluindo Walter Braga Netto, Augusto Heleno, Mauro Cid, Paulo Sérgio Nogueira, Almir Garnier, e Alexandre Ramagem, por crimes que podem somar penas de até 43 anos.

    A possibilidade de Fux pedir vista do processo, que suspenderia o julgamento por até 90 dias, é considerada remota, mas sua postura já alimenta especulações sobre recursos futuros.

    Advogados de defesa, como Paulo Bueno, expressaram otimismo com o voto do ministro, enquanto bolsonaristas, como o deputado Gilson Marques, celebraram no X a “esperança por um bom voto”.

    O julgamento, que prossegue até 12 de setembro com os votos de Cármen Lúcia e Cristiano Zanin, mantém Brasília em suspense.

    Enquanto Moraes e Dino já votaram pela condenação, o desfecho depende da formação de maioria na Primeira Turma.

    A postura de Fux polariza as redes, com memes e ironias que vão de “Disney” a “imparcialidade”, refletindo a divisão política do país.



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