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    Rússia acusa dono do Telegram de terrorismo por recrutamento de jovens; Pavel Durov pode pegar prisão perpétua

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    Pavel Durov, fundador do Telegram

    📷 Pavel Durov é um bilionário e fundador do Telegram |•| Imagem reprodução / @durov/Instagram |•| URBS MAGNA

    RESUMO
    URBS MAGNA

    | Moscou (RU)
    29 de julho de 2026

    A FSB – Serviço Federal de Segurança da Rússia (principal agência de segurança interna russa – apresentou acusação formal contra Pavel Durov, fundador do Telegram, por favorecer atividades terroristas.

    O serviço de segurança afirma que o aplicativo foi usado para recrutar jovens russos para atos de sabotagem. A decisão coloca em debate o equilíbrio entre liberdade de comunicação e a proteção da sociedade contra ameaças concretas.

    Nesta quarta-feira (29/jul), o Centro de Relações Públicas da FSB informou que o empresário recebeu acusação à revelia pelo crime previsto na parte 1.1 do artigo 205.1 do Código Penal russo — favorecimento de atividade terrorista.

    A pena prevista chega a prisão perpétua. Segundo o comunicado oficial, a administração do Telegram não removeu “numerosos canais, chats e bots” usados por serviços especiais ucranianos, organizações terroristas e extremistas para preparar e coordenar diversões, atentados, assassinatos em massa e ciberfraudes no território da Rússia.

    O caso reforça a tensão entre plataformas digitais e a soberania estatal. A peça central da investigação é o bot de relacionamentos “Дайвинчик/Leo [Mergulhador/Leão]”.

    De acordo com a Kommersant, o serviço, bloqueado pelo Roskomnadzor em 23 de dezembro de 2025 por conteúdo proibido, serviu de porta de entrada.

    Agentes se passavam por meninas, abordavam adolescentes, enviavam links de phishing e, depois de obter dados e geolocalização, pressionavam as vítimas com ameaças de processos criminais.

    Desde julho de 2025, a FSB, o Ministério do Interior e o Comitê Investigativo da Rússia (SKR) detiveram 46 cidadãos russos com idades entre 12 e 22 anos em 16 regiões, incluindo Moscou, São Petersburgo, Oblast de Leningrado, Chuváchia e Krai de Altai.

    Os jovens são suspeitos de ataques a agentes de segurança, incêndios em veículos, postos de combustível e instalações administrativas, além de transferências de valores em criptomoedas.

    O RIA Novosti registra que o SKR abriu processos sob artigos de terrorismo, sabotagem, envolvimento de menores e destruição de propriedade.

    A Kommersant informa que a FSB pretende pedir ao Tribunal de Lefortovo, em Moscou, a prisão preventiva de dois meses a partir da detenção ou extradição de Durov.

    Após a decisão judicial, a busca internacional deve se ampliar. O mesmo veículo e o Komsomolskaia Pravda destacam que pedidos repetidos de remoção de conteúdo proibido não foram atendidos pela administração do mensageiro.

    O episódio expõe o desafio de plataformas que operam sem fronteiras diante de crimes que afetam a segurança coletiva.

    O Telegram se tornou ferramenta cotidiana de milhões, mas a ausência de moderação efetiva, segundo as autoridades russas, abriu caminho para a exploração de adolescentes.

    O impacto se estende à geopolítica digital: a decisão pode pressionar outras empresas a revisar políticas de cooperação com órgãos de segurança, sem sacrificar direitos fundamentais de expressão.

    Não há, nas fontes oficiais consultadas, manifestação pública de Pavel Durov sobre a acusação russa.

    Em publicações anteriores, o fundador enfatizou a recusa em ceder a pressões governamentais de qualquer país.



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