
Sede do INSS em Brasília | imagem reprodução
Movimentações suspeitas e depósitos em espécie levantam alerta sobre esquema bilionário no Instituto Nacional do Seguro Social – SAIBA MAIS
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Brasília, 28 de abril de 2025
A Operação Sem Desconto, deflagrada no último dia 23 pela Polícia Federal (PF) e Controladoria-Geral da União (CGU), revelou um esquema de fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) que desviou cerca de R$ 6,3 bilhões de aposentados e pensionistas entre 2019 e 2024.
Entre as 11 entidades investigadas, a Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag) é apontada como responsável por transferir R$ 26 milhões fracionados a 15 pessoas e empresas, incluindo donos de locadoras de veículos, buffets e advogados, segundo relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).
As movimentações, marcadas por depósitos em espécie e incompatibilidade com o faturamento declarado, levantaram suspeitas de lavagem de dinheiro, conforme detalhado por O Globo.
A investigação, iniciada em 2023 pela CGU, identificou que entidades como a Contag formalizavam Acordos de Cooperação Técnica (ACTs) com o INSS, permitindo descontos associativos sem autorização expressa dos beneficiários.
Auditorias revelaram que 98% dos 1.273 aposentados entrevistados não autorizaram as cobranças, indicando falsificação de documentos.
A Contag, que recepcionou diligências da PF, afirmou atuar dentro da legalidade e se colocou à disposição para colaborar, segundo o Estadão.
A operação resultou na suspensão de todos os ACTs, afastamento de seis servidores, incluindo o ex-presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, e promessa de restituição dos valores, com a primeira parcela prevista para maio de 2025, conforme Valor Econômico.
O governo federal, sob orientação do ministro da Previdência Social, Carlos Lupi, reforçou a plataforma Meu INSS para bloqueio automático de descontos e criou um grupo na Advocacia-Geral da União (AGU) para recuperar os valores desviados.
O ministro da CGU, Vinicius Carvalho, destacou a necessidade de transparência para proteger os aposentados, enquanto o Coaf continua monitorando operações suspeitas.
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A operação expõe a vulnerabilidade de beneficiários do INSS e reforça a urgência de medidas para evitar novos golpes, com a PF mantendo 12 inquéritos abertos para aprofundar as investigações.












