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França derruba idade mínima da Previdência; no Brasil, viramos a página a cada perda

    Onde estão nossos “coletes amarelos”? Pode ser em outra cor!


    Aos gritos de “Ainda estamos aqui!” e “Renuncie, Macron!“, caminhoneiros, professores, advogados e médicos, entre outros, estiveram, neste sábado (11), de volta às ruas, após um mês de seguidos protestos exigindo a retirada total do projeto reformista francês.

    O texto prevê a fusão dos 42 atuais regimes de Previdência, organizados por profissões, e o estabelecimento de um novo sistema de cálculo, único e exclusivo por pontos.

    Como resultado da luta, o governo da França “retirou provisoriamente” a medida mais controversa de sua proposta de reforma da Previdência, que previa aumentar a idade mínima para aposentadoria de 62 para 64 anos.

    Um anaúncio foi dado pelo primeiro-ministro, Edouard Philippe, em carta dirigida aos sindicatos: “O compromisso que ofereço me parece a melhor forma de reformar pacificamente nosso sistema de aposentadorias“.

    Apesar da declaração de que a retirada é provisória e condicionada a acordo equilibrado com as entidades, a demonstração do poder sindical francês foi dada, como mostra publicação na FSP.

    Já por por aqui, os brasileiros assistem ao empobrecimento do país, e à perda de direitos conquistados após décadas de luta, tão somente lendo as notícias estarrecedoras nas redes sociais e compartilhando-as, como se este fosse o movimento ideal para atiçar o brio dos “coletes amarelos” brasileiros verdadeiramente dispostos a travar os usurpadores dos projetos sociais deste país.

    E só.

    Onde estão nossos “coletes amarelos”?

    Pode ser de outra cor!

    manifestante com bandeira e mascara
    Manifestante usa máscara de Guy Fawkes em protesto contra a reforma da Previdência neste sábado (11) – Loic Venance/AFP
    文

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