O presidente da República Federativa do Brasil, Jair Bolsonaro, em foto de Joédson Alves/EFE, o jornalista William Waack, e o ex-presidente LULA
Em “Legados de Bolsonaro“, o jornalista expõe sua visão sobre o “pior governo da história recente”
O fracasso de Bolsonaro, ao longo de seus três anos de governo, tornou o ex-presidente Luiz Inácio LULA da Silva o favorito imbatível, afirmou o jornalista e colunista William Waack, no jornal Estadão (O Estado de São Paulo), nesta quinta-feira (30/12), ao também confessar, no final de seu texto, que tem uma “esperança de 2022 melhor”. Sob o título “Legados de Bolsonaro“, Waack expôs sua visão sobre o que chamou de “pior governo da história recente“.
Para 2022, alguns “legados de Bolsonaro serão dor de cabeça para quem lhe suceder”, escreve o colunista.
O presidente conseguiu a “proeza” de rachar internamente vários desses segmentos que o apoiaram em 2018. Não tem mais como colar os cacos dos cristais quebrados, diz o jornalista.
Segundo Waack, outro legado de peso foi o enfraquecimento da figura institucional do presidente da República, com o Legislativo capturando prerrogativas inéditas no uso de ferramentas do poder via Orçamento público.
O presidente que sairá das urnas em 22 será mais fraco do que o vencedor de 2018. Precisará de articulação bem mais abrangente do que formar maiorias sólidas num Parlamento que permanecerá fracionado, argumenta.
A “cerca elétrica” erguida pelo STF em torno de Bolsonaro funcionou, opina o jornalista. Por tudo o que se possa criticar no STF, em seus integrantes, na sua peculiar interpretação da Constituição e sua presença na política, os freios institucionais atuaram.
A trágica gestão da pandemia catapultou o STF a uma posição de legislar e governar da qual dificilmente abdicará, prevê Waack.
Outro legado significativo de Bolsonaro para 2022 é ter ajudado decisivamente a recuperar as chances eleitorais do lulopetismo, escreve o jornalista.
Como LULA vai trabalhar esse ganho é outra história, mas é ele o favorito que todos terão de derrotar, diz Waack. O problema de Bolsonaro é ser cada vez menos visto como alternativa a LULA.
Por último, ganha corpo uma noção ainda vaga, em boa parte criada pelo fracasso bolsonarista. É a ideia de que mesmo forças políticas antagônicas têm condições de pensar um país para além do destino de indivíduos como Bolsonaro e LULA, conclui Waack. Há um eixo de debate democrático capaz de unir e pacificar contrários, centrado em como nos fazer sair da pobreza, da desigualdade, da injustiça e da ignorância.
O colunista confessa que esse último parágrafo é uma esperança. De um 2022 melhor para todos nós. Feliz ano-novo.

CONTINUNA CRETINO MESMO VENDO O FRACASSO DO DESGOVERNO QUE APOIOU!!
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