Força de invasão Brasil-EUA está sendo organizada com intenção de desestabilizar a Venezuela com choque e pavor – Desde Reagan, todos os presidentes tiveram uma guerra pra chamar de sua. Falta Trump

18/02/2019 2 Por Redação Urbs Magna

Foto: Comandante do Comando do Sul dos Estados Unidos (SOUTHCOM), Almirante Craig Stephen Faller

Os Estados Unidos e (quem diria?) o Brasil se preparam para intervir no país bolivariano de Nicolás Maduro

Reparem em uma notícia do dia 11 de fevereiro, segunda feira: Enquanto todo o Brasil se concentrava na briga Carluxo Bolsonaro e Bebiano, o Comandante do Comando do Sul dos Estados Unidos (SOUTHCOM), Almirante Craig Stephen Faller, estava muito ativo no Brasil.

No caso, ele visita o Centro de comando de operações aeroespaciais da FAB. Este comando controla o Sivam, ou seja todas as áreas de fronteiras da Amazônia, inclusive da Venezuela. Os radares terrestres, aviões radares e satélites integrados pelo Comando Aeroespacial dão ao Brasil capacidade de controle de boa parte do espaço aéreo da Venezuela. Isto é essencial para uma operação militar, principalmente no estilo dos EUA, que começam com bombardeios massivos, para destruir a capacidade de defesa aérea, a infra estrutura de comando e controle e afetar a moral do país alvo: choque e pavor.

As coisas podem estar mais adiantadas do que se vê na mídia tradicional. Este site é especializado na cobertura das forças armadas: Comandante do SouthCom visita Brigada de Infantaria Paraquedista. Segundo a matéria, no último dia 12 de fevereiro, o Almirante chefe do Comando Sul veio ao Brasil visitar uma tropa de elite do Exército Brasileiro, uma brigada de paraquedistas. Se ocorrer uma ação militar na Venezuela, tanto os EUA, quanto os prováveis aliados (Colômbia e Chile – a Argentina está sucateada militarmente) utilizarão tropas deste tipo.

A ideia não é ocupar o país, pois para isso seria necessário um contingente muito maior – para a invasão do Iraque, em 1991, Bush pai deslocou 500 mil tropas da Europa, levando inclusive todas as divisões blindadas disponíveis na região, que ficou desguarnecida. Eram tempos do default da União Soviética e de Boris Ieltsin. O exército vermelho não era mais uma ameaça.

Agora, com o renascimento russo, sob Putin, o cenário não é mais o mesmo. Não é possível deslocar tropas da Europa, uma região muito mais sensível aos interesses de Washington, do que a América Latina. Um exercito de 500 mil militares corresponde à maioria das tropas de terra dos EUA, estimadas em 800 mil combatentes – no total, considerando todas as forças, marinha, aeronáutica e mariners, o poder estadunidense está calculado em um milhão de militares. Portanto, ao que parece, a força de invasão já está sendo organizada e a intenção é desestabilizar o país.

Uma curiosidade, que dá o que pensar, é que a delegação militar dos EUA foi acompanhada pela ex-embaixadora do país no Brasil, Liliana Ayalde, apontada pelo Wikileaks como agente da CIA e figura que esteve presente em vários episódios de desestabilização na América Latina. No dia seguinte, 12 de fevereiro, o almirante estadunidense foi visitar uma tropa de operações especiais, uma brigada de paraquedistas de elite.

Desde Reagan, que invadiu a pequena ilha de Granada, todos os presidentes dos Estados Unidos tiveram uma guerra para chamar de sua.
Inclusive Obama. Foi ele quem enviou essas mesmas tropas especiais para a Síria.

Et Urbs Magna via GGN / Forte.Jor.Br 

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