Economia argentina está mergulhada na maior crise das últimas duas décadas, mas a brasileira, que recentemente entrou no ranking das 10 maiores do mundo, já vai ultrapassar a Itália e se tornar a oitava
Réus condenados por participação nos ataques junto a outros manifestantes bolsonaristas golpistas terroristas contra as sedes dos Três Poderes em Brasília, na famigerada tentativa de impedir a volta da democracia sob o Presidente da República Federativa do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no dia 8 de janeiro, foram entrevistado pelo ‘UOL‘ na Argentina, para onde fugiram após quebrarem suas tornozeleiras.
De acordo com a reportagem, o vendedor Luiz Fernandes Venâncio, 50, relatou chegou à Argentina em 20 de março, com outros dois foragidos, e vive com a esposa no país, sustentando-se com a venda de cosméticos e pulseiras verde-amarelas, que ele nomeou “patriotas“, e mora em um apartamento alugado no bairro nobre da Recoleta. Ele repetiu a frase usada pelo presidente eleito em dezembro: “Eu acho que a expressão é: ‘Viva la libertad, carajo!‘”
Essa é a imagem da ignorância implementada pelo conjunto desinformativo criado pelo governo Bolsonaro, quando atacar adversários com mentiras assegurava-lhes votos em lugar da consciência coletiva, política e soberana, necessária para uma democracia plena.
A Polícia Federal fez na última quinta (6/6) operação que mirou 208 foragidos e sob risco de fuga envolvidos com os atos do 8 de Janeiro. Até ontem, 50 foram presos por ordem do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes, e 158 continuavam sendo procurados. O destino da maioria foi a Argentina. A PF quer a extradição dos fugitivos e que seus nomes sejam incluídos na lista da Interpol.
Venâncio fez pedido de refúgio na Argentina e afirma que tem ajudado outros fugitivos a fazerem o mesmo. Mais de 60 brasileiros já pediram refúgio ao governo argentino. Apesar das dificuldades, disse não se arrepender de nada: “Sua liberdade vale mais do que isso, você não concorda?“
Segundo denúncias do Ministério Público Federal, Venâncio acampou em frente ao QG do Exército em Brasília “incitando, publicamente, animosidade das Forças Armadas contra os Poderes Constitucionais“. Ele é acusado de dois delitos: incitação ao crime e associação criminosa.
Um pedreiro que participou do ‘8/1‘, também na Argentina, disse ao site que não se sente seguro: “Na minha opinião, bandido tem que se lascar mesmo e a gente ser visto como tal, isso é o pior“. Ele ficou alguns meses preso no Brasil depois dos ataques, mas também quebrou a tornozeleira e fugiu para o país liderado pelo presidente conhecido como ‘El Loco‘, Javier Milei, que não se cansa de dar ‘Viva La Liberd, Carajo‘.
“Eu prefiro morrer do que passar por aquilo de novo“, diz ele, que foi acusado pela PGR em cinco crimes: tentativa de golpe de Estado, abolição violenta do estado de direito, dano qualificado, destruição de bem protegido e associação criminosa.
Enquanto isso, seis meses após o início do governo de La Libertad Avanza, o partido criado pelo líder de extrema-direita, a economia argentina está mergulhada na maior crise das últimas duas décadas. O governo enfrenta greves, manifestações e descontentamento de vários setores sociais. Milei enfrenta resistência à aprovação de suas propostas legislativas ultraliberais, enquanto a economia continua em situação precária, enfrentando alta inflação, queda na atividade econômica, perda de empregos e conflitos com setores da indústria e fornecimento de gás. O presidente Milei mantém o apoio de parte da população, especialmente entre os jovens, apesar do desastre socioeconômico em curso.
Mas no Brasil, o Presidente Lula trouxe de volta os bons tempos em que a Economia animava todas as classes da sociedade. E só ainda não deslanchou por conta do rombo deixado pelo governo do inelegível, amigo de Milei. O Fundo Monetário Internacional revisou para cima o PIB do Brasil para o ano de 2024. A atualização do relatório World Economic Outlook indica crescimento de 2,2% neste ano, ante o 1,7% calculado anteriormente. Caso sejam confirmadas as estimativas do FMI, o país deve subir uma posição no ranking das maiores economias do mundo, saltando de 9º para 8º lugar.
O relatório classifica o crescimento de 2,2% como moderado e afirma que ele se dá com base na consolidação fiscal e reflete as atuais políticas econômicas em vigor. “Os pressupostos da política monetária são consistentes, tendo como meta a convergência da inflação dentro da faixa de tolerância até o final de 2024″, diz o trecho do documento. Para o ano de 2025, a projeção de crescimento da economia brasileira é de 2,1%.
O Brasil retornou ao ranking das 10 maiores economias do mundo em 2023, alcançando a 9ª posição com um crescimento de 2,9% no PIB. Segundo projeções do FMI, o país manteria essa posição até 2029, mas suas projeções para 2024 mudaram e agora trazem os Estados Unidos em primeiro e a China em segundo, seguidos por Alemanha em terceiro, Japão em quarto, Índia em quinto, Reino Unido em sexto, França em sétimo, Brasil agora em oitavo, Itália caindo para nono e Canadá em décimo.
