Fome e outras crises aprofundadas por ataques de Bolsonaro garantem a LULA a vitória em 2022

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, líder absoluto em todas as pesquisas de intenção de voto para a eleição presidencial de 2022, e o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, que nega ser o principal culpado pela crise social e econômica do país | Sobreposição de imagens


PROGRESSISTAS POR UM BRASIL SOBERANO

Não há como reverter os resultados das pesquisas de intenção de voto, que apontam o favoritismo do ex-presidente, graças a, entre outros motivos, programas que deram certo em seus governos, como o Fome Zero e o Minha Casa Minha Vida

A fome e o desemprego, além de outras crises que o país enfrenta e que são aprofundadas ainda mais após os ataques discursivos de Bolsonaro, por si só já garantem a LULA tantos votos que, dada a gravidade da situação, são impossíveis de serem revertidos.

A vitória do ex-presidente é esperada por considerável número de brasileiros, na próxima eleição presidencial, conforme tem se demonstrado nas pesquisas de intenção de voto, que apontam o favoritismo do ex-presidente, graças a, entre outros motivos, programas que deram certo em seus governos, como o Fome Zero e o Minha Casa Minha Vida

Difícil se esquecer das notícias sobre as dificuldades para se conseguir alimentos, principalmente no decorrer do ano de 2021, onde as imagens de pessoas atrás das caçambas de caminhões de lixo procuravam o que comer, ou as inesquecíveis filas para se conseguir restos de ossos para fazer uma sopa, e que certamente romperá 2022, se agravando no decorrer dos meses seguintes.

FIAN Brasil, em parceria com o FBSSAN (Fórum Brasileiro de Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional), divulgou, no dia 16/12, o Informe Dhana 2021 – pandemia, desigualdade e fome que aborda a situação do direito humano à alimentação e à nutrição adequadas no país.

O material analisa os impactos da covid-19 e avalia as ações e omissões do poder público diante da crise sanitária, econômica e social nos últimos dois anos do governo de Jair Bolsonaro (PL).

Os retrocessos e ataques do atual governo aprofundaram o cenário de crise no Brasil, como explica a secretária-geral da FIAN Brasil, Valéria Burity, em matéria divulgada no Brasil de Fato.

Essa edição foi elaborada em 2019, destacando como neoliberalismo e autoritarismos estavam contribuindo para violações de direitos no Brasil. Em 2021, apontamos como a chegada da covid-19 tornou ainda mais dramática uma situação geral de ataque à vida e à dignidade humana”, afirma Burity.

A assessora de Direitos Humanos da FIAN, Nayara Côrtes, afirma que o governo de Bolsonaro não tratou a questão da fome no Brasil como deveria.

O material aponta que quem primeiro sentiu as consequências da pandemia e da gestão de Bolsonaro foram os grupos que têm seus direitos negados historicamente: a população negra, as mulheres, povos indígenas, povos e comunidades tradicionais (como quilombolas e caiçaras) e os grupos empobrecidos do campo e das cidades.

A assessora de Direitos Humanos da FIAN, Nayara Côrtes, afirma que o governo de Bolsonaro não tratou a questão da fome no Brasil como deveria.

O mesmo presidente que em 2019 negou a fome no Brasil foi o que tratou a maior pandemia do século como uma gripezinha, e mais uma vez se esquivou de suas obrigações enquanto representante do Estado”, diz Côrtês

.O mesmo governo que desmontou o Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional em seus primeiros dias no poder criou um falso dilema entre a fome e a covid-19 e se recusou a tomar providências para tentar conter o previsível avanço dessa situação desumana que é não ter acesso a comida suficiente”, observa.

Fim do Bolsa Família

O relatório também expõe que o cenário de fome tende a se agravar com medidas como a extinção do Programa Bolsa Família para dar lugar ao Auxílio Brasil, que, de acordo com o relatório, apresenta problemas estruturante “que o tornam não somente inviável, mas indesejável e contraproducente”.

O texto aponta que, ao contrário do Bolsa Família, o novo programa não conta com institucionalidades sólidas como contrapartida, a exemplo de uma capacidade de verificar o cumprimento de medidas para cada beneficiário. Outro problema apontado é a pulverização dos recursos, sem um foco específico para o suprimento das diversas formas de carências sociais e econômicas.  

O Auxilio Brasil é contraproducente e revela a incompetência, pouca experiência, ou baixa qualificação da equipe que o desenhou”, avalia outro trecho do relatório.

Acesse o informe completo Informe Dhana 2021 – pandemia, desigualdade e fome.

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