Imagem postada na publicação do site PT.Org, nesta terça-feira (22/2), mostra ex-presidente Luiz Inácio LULA da Silva durante discurso
![]()
PROGRESSISTAS POR UM BRASIL SOBERANO
“Lamentamos que o senador Flávio Bolsonaro seja um mentiroso e que a Folha de S. Paulo promova suas mentiras“, diz trecho final do texto
“O diário paulistano Folha de S. Paulo decidiu fazer parte, ter uma rachadinha própria, na divulgação de fake news pela família Bolsonaro, ao publicar artigo nas suas versões online e imprensa, no qual o senador Flávio Bolsonaro não expressa opinião mas sim divulga mentiras e fala de coisas que nunca aconteceram, com acusações sem base nenhuma contra o ex-presidente LULA, escreve a redação do site do PT.Org.
“Divulgar um artigo desses levanta sérias preocupações com a seriedade e a ética com que o jornal irá cobrir as eleições deste ano”, prosseguem os redatores do Partido dos Trabalhadores, em matéria publicada nesta terça-feira (22/2), em referência à veiculação do artigo intitulado “Moro soltou LULA“.
O senador inicia o texto afirnado que “quem soltou Lula foi Sergio Moro” e “não faltaram provas de que LULA SAqueou o Brasil, escalpelou estatais como a Petrobras, recebeu propina de empreiteiras, tomou decisões como presidente da República com o objetivo de abarrotar seus próprios bolsos e receber doações de campanha milionárias de empresas por ele beneficiadas em seu governo“.
Com esta abertura, é de se imaginar o ‘resto’. E, de fato, a liderança do PT tem razão em protestar contra a publicação, uma vez que se trata de rival político cujo interesse na reeleição de seu pai, Jair Bolsonaro, é evidente.
Leia a nota do PT:
“O diário paulistano Folha de S. Paulo decidiu fazer parte, ter uma rachadinha própria, na divulgação de fake news pela família Bolsonaro, ao publicar artigo nas suas versões online e imprensa, no qual o senador Flávio Bolsonaro não expressa opinião mas sim divulga mentiras e fala de coisas que nunca aconteceram, com acusações sem base nenhuma contra o ex-presidente Lula. Divulgar um artigo desses levanta sérias preocupações com a seriedade e a ética com que o jornal irá cobrir as eleições deste ano.
Não há nos processos contra Lula nenhuma prova de que ele tenha tomado qualquer decisão ilegal ou em troca de benefícios pessoais, como MENTIU o senador. Ao contrário, há nos processos provas e provas da inocência do ex-presidente e de que ele nunca foi dono dos imóveis nos processos.
Os processos contra o ex-presidente tanto não possuem provas contra ele que a condenação de Lula foi por um ‘ato de oficio indeterminado’, ou seja, não conseguiu apontar nenhuma ação de Lula que tenha sido irregular. Lula foi absolvido de acusações sobre a Petrobras pela Justiça, em decisão da 12º Vara Federal de Brasília (saiba mais: 23 vitórias: caso a caso, a justiça reconhece a inocencia de Lula )
A delação de Antonio Palocci não apresentou provas e foi rejeitada até pelo Ministério Público da Lava Jato. Mensagens obtidas pela Operação Spoofing mostram que Palocci aceitou combinar depoimentos contra o ex-presidente com procuradores.
O ex-presidente Lula nunca foi condenado no Supremo Tribunal Federal. A Folha permitiu que um artigo saísse no jornal com uma mentira dessas da família Bolsonaro, emprestando a marca do jornal para isso.
Os processos contra Lula foram anulados pela suspeição e parcialidade do juiz, ou seja, porque Lula não teve um julgamento justo, e sim uma perseguição, que não encontrou contra ele nenhuma prova, e não por ‘vaidade’ de Moro. Houve dois julgamentos baseados em fatos, no Supremo Tribunal Federal, que anularam os processos contra Lula por dois motivos: incompetência, ou seja, Lula jamais deveria ter sido julgado em Curitiba por Moro, e parcialidade, ou seja, Lula não teve um julgamento por um juiz imparcial, e sim por um juiz que o perseguia politicamente.
A publicação de um artigo com mentiras contra Lula, ainda mais em ano eleitoral, prejudica o debate público e politico no Brasil. Lamentamos que o senador Flávio Bolsonaro seja um mentiroso e que a Folha de S. Paulo promova suas mentiras.
