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    “Vazou na Folha: plano de Flávio é congelar aposentadoria, BPC e orçamento do SUS”, mostra Boulos

     

    “Podem tentar pintar com todos os tons de “moderação”, mas esse é o projeto do bolsonarismo: sacrificar o povo em nome dos privilegiados”, diz o ministro: “Nunca as diferenças foram tão evidentes”

    Guilherme Boulos e senador Flávio Bolsonaro

    O Ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência do Brasil Guilherme Boulos |12.9.2024| Foto: Leandro Paiva/@leandropaivac | Ao fundo, o senador Flávio Bolsonaro em imagem reprodução da publicação na Folha de S. Paulo na quarta-feira (22.4.2026)

    Brasília (DF) · 22 de abril de 2026

    Em meio ao acirramento da pré-campanha presidencial, um plano econômico elaborado pela equipe do senador Flávio Bolsonaro (PL) foi divulgado nesta quarta-feira (22) pelo jornal Folha de S.Paulo.

    A proposta, que ainda não foi oficialmente anunciada pelo pré-candidato, prevê medidas drásticas de ajuste fiscal, incluindo o congelamento do valor real de aposentadorias, do BPC (Benefício de Prestação Continuada) e a desvinculação de verbas mínimas para a Saúde e Educação.

    Segundo a reportagem sob o endosso de Fernando Canzian, a equipe de Flávio Bolsonaro considera “politicamente viável um ajuste fiscal inicial da ordem de dois pontos percentuais do PIB (Produto Interno Bruto)”.

    A meta representa metade do que especialistas consideram necessário para estabilizar a trajetória da dívida pública.

    O plano é sustentado por três pilares principais, que exigiriam mudanças na Constituição por meio de PECs (Propostas de Emenda à Constituição): desvinculação de despesas com saúde do mínimo constitucional de 15% da receita corrente líquida (RCL); o mesmo na educação em relação aos atuais 18% da receita líquida de impostos (RLI); e a separação da política de aumento real (acima da inflação) para o salário mínimo de trabalhadores na ativa dos reajustes do piso básico da Previdência e do BPC.”

    Na prática, a ideia central é que benefícios como aposentadorias do INSS e o BPC (destinado a idosos, autistas e pessoas com deficiência) passem a ser corrigidos apenas pela inflação, sem ganho real. O mesmo valeria para os pisos constitucionais de saúde e educação.

    A equipe do senador, no entanto, evita falar abertamente sobre as medidas. Um anúncio previsto para março foi abortado justamente para não “dar munição política” ao adversário.

    Pouco depois da publicação, ministro da Secretaria-Geral da PresidênciaGuilherme Boulos, usou suas redes sociais para criticar duramente o plano. Em tom de denúncia, Boulos associou a proposta ao núcleo central do bolsonarismo, citando a gravidade e dizendo que Flávio não é “moderado”, mas “representa o bolsonarismo“, acrescentando que o senador quer “sacrificar o povo em favor dos privilegiados” e pontuando que “as diferenças” são “evidentes”.

     

     


    A fala de Boulos ecoa a estratégia do campo governista de usar a proposta como diferencial eleitoral, destacando o que chamam de “risco às conquistas sociais”.

    Enquanto isso, a equipe de Flávio Bolsonaro aposta que, após as eleições, a direita sairá fortalecida no Congresso Nacional, tornando viável a aprovação das mudanças.

    O senador já havia prometido um “tesouraço” para equilibrar as contas, e seu coordenador de pré-campanha, Rogério Marinho (PL-RN), defende “revisitar” as reformas da Previdência e trabalhista.

    Cenário Fiscal

    A proposta de Flávio Bolsonaro é apresentada como um “recado” ao mercado financeiro para reduzir a expectativa de juros.




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