Enquanto o mundo se sente aliviado com as escolhas do Presidente eleito, o jornal brasileiro, de viés pró-mercado e contra os pobres, publica editorial tendencioso, nada técnico e ainda usa o termo PEC da ‘gastança’
Os europeus, a OMS (Organização Mundial de Saúde) e a ONU (Organização das Nações Unidas) estão aplaudindo os ministros anunciados pelo Presidente eleito e diplomado Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mas o jornal Folha de São Paulo resolveu decretar, em editorial desta sexta-feira (23/12), o ‘fracasso’ do futuro governo. De um lado, o mundo racional se sente aliviado com as escolhas do futuro presidente, enquanto, por aqui, o jornal brasileiro prossegue com seu eterno viés pró-mercado e contra os pobres do Brasil e publica um texto totalmente tendencioso e nada técnico, tentando ainda emplacar o termo PEC da ‘gastança’, em lugar de Transição.
As nomeações de ministros nas áreas de saúde e direitos humanos pelo presidente eleito foram recebidas com uma mistura de aplausos e alívio por parte da comunidade internacional. Tendo de lidar com negacionistas ou ministros que tinham como meta desmontar consensos internacionais, agências estrangeiras não disfarçaram a satisfação com escolhas que poderiam significar a volta do diálogo com o Brasil em temas como combate ao racismo, violência policial, transformação do setor da saúde, pandemia e desigualdade.
Assim que foi anunciada como ministra para a Igualdade Racial, Anielle Franco foi comemorada por uma das principais vozes do Parlamento Europeu, a deputada Anna Cavezzini. A alemã que atua como uma espécie de ponto focal do Mercosul no Legislativo Europeu qualificou a nomeação de Anielle como uma “notícia importante”.
“Anielle Franco, irmã da vereadora negra assassinada Marielle Franco e ativista, fará parte do governo Lula como ministra para a Igualdade Étnica. Há muito o que fazer após quatro anos de Bolsonaro“, escreveu em suas redes sociais, segundo transcrição feita na matéria do jornalista Jamil Chade, no UOL.
Na ONU, a escolha de Anielle foi considerada como “simbólica” de uma mudança de postura do Brasil em relação às execuções sumárias no Brasil. Na entidade, a ex-ministra e hoje senadora eleita Damares Alves se recusou a reconhecer a importância do assassinato de Marielle Franco, enquanto o governo promoveu um boicote contra qualquer ato de homenagem à vereadora pela Europa.
Na ONU, relatores chegaram a dizer ao UOL que o governo Lula seria avaliado no exterior por sua capacidade de dar respostas à impunidade que reina no país. E o caso de Marielle Franco era central na busca por uma nova mensagem de que tais crimes não seriam mais tolerados.
“Hoje, todos nós sabemos que vamos ter com quem dialogar sobre esses temas que são centrais na situação de direitos humanos do Brasil“, afirmou um alto funcionário da ONU, em Nova York.
O mesmo sentimento de alívio marcou a escolha de Silvio Almeida para comandar a pasta de Direitos Humanos. A esperança é de que, junto com o reconhecimento dos desafios que o Brasil enfrenta, Almeida atue para permitir que o governo supere a violência contra afrobrasileiros.
Outra escolha aplaudida foi a de Nísia Trindade Lima para chefiar o Ministério da Saúde. Na condição de presidente da Fiocruz, ela participou de reuniões da OMS e era considerada como uma interlocutora de credibilidade no auge da pandemia.
Em 2020, enquanto o mundo buscava soluções para a covid-19, o governo brasileiro de Jair Bolsonaro foi qualificado como “louco” pela mais alta cúpula da OMS. A agência, atacada pelo Palácio do Planalto, foi buscar em personalidades como Nísia um contato para permitir que cooperação com o Brasil pudesse ser mantida.
Segundo fontes da OMS, a futura ministra era considerada como um dos caminhos de diálogo com o Brasil, no momento em que Eduardo Pazuello e outros ministros se recusavam a ouvir as recomendações de cientistas ou embarcar na compra de vacinas.
Mas… a Folha…
Enquanto o mundo comemora, aqui no Brasil, o jornal Folha de S. Paulo, “tomou a estranha decisão de classificar a PEC da Transição como ‘PEC da gastança’, decidiu decretar o fracasso do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva antes mesmo da sua posse“, conforme escreveu a redação do portal progressista de notícias Brasil247.
“Há —ou havia— uma oportunidade diante do novo governo. Em contraste com o atraso civilizatório generalizado da gestão que se encerra no fim deste ano, o cenário econômico transformou-se para melhor“, aponta o editorial publicado na primeira página.
“A estratégia correta seria uma intervenção prudente na despesa pública, limitada ao suficiente para assegurar a assistência social. A responsabilidade fiscal facilitaria a queda da inflação e dos juros, e a economia poderia recobrar o crescimento sustentável, crucial para a redução da pobreza. Foi outra, porém, a escolha do presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). E, não por acaso, a recuperação que se podia vislumbrar ficou nublada em menos de dois meses após o desfecho da eleição”, prossegue o texto.
“Por ora, só se viu a opção pela gastança, que quando muito produzirá um impacto de curto prazo na atividade produtiva. Para, na sequência, colherem-se mais inflação, juros e endividamento, com o consequente impacto negativo no emprego”, escreve ainda o autor do editorial. “A imprudência orçamentária, infelizmente, parece fato consumado. A chamada frente ampla, que ajudou Lula a chegar novamente ao poder, deve encarar a realidade: no lugar do esperado Lula 1, Lula 3 começa repetindo os erros de Dilma Rousseff“, finaliza.

Cala a boca IDIOTA/FASCISTA.
LULA vai dar um show de GESTÃO… ELE está escolhendo o melhor que existe no BRASIL, para compor seu MINISTÉRIO…
Com o imoral e criminoso investimento na ignorância feito pela extrema-direita desde sempre, é natural que o articulista aposte na estupidez de todos nós.
A tal da ‘mídia brasileira’, que merece baciadas de adjetivos, cumpre o seu papel.
Vida longa à Esquerda!
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