Folha ataca Dilma de novo com ‘Jair Rousseff’ versão povão

24/08/2020 1 Por Redação Urbs Magna

O ‘Agora São Paulo’, do mesmo grupo e voltado para a periferia, republica o tendencioso ‘conto’ do editorial, mas com modificações chave para atingir o eleitor popular

O Grupo Folha voltou a atacar a ex-presidente Dilma ao republicar, desta vez por meio do Agora São Paulo, o mesmo texto de sua fake news camuflada de editorial intitulada ‘Jair Rousseff’, apesar de ter feito algumas supressões.

Escrito para as mentes manipuláveis que creem que as mídias cumprem seus papéis do compromisso com a verdade, o que nem sempre é verdade especialmente no que diz respeito à política, a Folha cai, cada vez mais, no descrédito dos que conhecem as artimanhas das palavras bem colocadas, entre inverdades e meias verdades, para conduzir a opinião pública.

O texto havia sido publicado pela própria Folha no último sábado causando a decepção de progressistas, mas também o delírio dos antipetistas fabricados pela imprensa brasileira, que se dizem autores de suas próprias conclusões, o que não são. Na verdade, não se dão conta de sua disponibilidade, na condição de eleitores, para assimilar notícias tendenciosas que vão preenchendo suas brechas vazias de história política, social e econômica com enredos fantasiosos.

Após contados mil vezes, estes ‘contos’, como o nome já entrega, se tornaram suas ‘verdades’, entre aspas, como chips implantados, justamente por esta ausência de um embasado conhecimento dos fatos através do qual seria possível distingui-los do que é história, mas, sem isso, suas iras são alimentadas facilmente, na falta de outro juízo.

O texto republicado pelo o jornal ‘Agora São Paulo‘, pertencente à Folha e diferenciado em sua linguagem, por ser voltado para a periferia da capital paulista, suprimiu alguns trechos do original e outras frases foram modificadas. A pretensão do grupo Folha fica clara quando, ao se comparar as duas publicações, notamos a remodelagem de uma sentença para outra mais assimilável pela compreensão popular, como descrito abaixo:

ANTES “Bolsonaro, porém, tem o azar e a sorte de ter chegado ao posto depois da petista Dilma Rousseff, que levou a gastança aos limites da lei e da capacidade do Tesouro Nacional
DEPOIS “Azar porque herdou um governo na pindaíba, sem muitas opções do que fazer”.

No texto da Folha, os gastos públicos do governo Jair Bolsonaro são comparados aos de Dilma Rousseff, que pediu ao jornal seu direito de resposta, baseando-se na lei 13.188 e conforme a ex-presidente declarou abaixo:

“A comparação feita pelo texto, desde o título, é falsa e indevida. Assim, em nome da verdade, da pluralidade e do direito ao contraditório, solicito à Folha de São Paulo a publicação do meu direito de resposta ao seu editorial

Os erros mais graves da Folha, como estes, não são de boa-fé. São deliberados e eticamente indefensáveis. Quero deixar claro que falo, sobretudo, do grupo econômico Folha, e não de jornalistas”.

A própria ombudsman da Folha, Flavia Lima, havia criticado o editorial original e afirmou que o texto é um “circo de horrores”, cuja origem deste comportamento literário é o abandono da seriedade. Lima disse:

“Para Dilma, ver seu nome associado a alguém que, entre outras coisas, celebra o torturador Brilhante Ustra e já disse, para voltarmos ao tema central deste texto, que não estupraria uma deputada porque ela não merece, significaria o quê? Circo de horrores”.

A onbudsman também destacou os erros do jornal ao defender a ditadura:

“Foi por avaliar mal o passado que a empresa até hoje não explicou porque permitiu que alguns de seus veículos de distribuição de jornal dessem suporte às forças de repressão durante a ditadura militar, como afirma o relatório da Comissão Nacional da Verdade. Foi por não saber julgar o passado com isenção que cometeu a pusilanimidade de chamar de ‘ditabranda’ um regime que cassou, censurou, fechou o Congresso, suspendeu eleições, expulsou centenas de brasileiros do país, prendeu ilegalmente, torturou e matou opositores”

Após cultivado o abismo social, semeado desde a insistente tentativa de destruição de mentes sóbrias através da farsa do Impeachment de Dilma, a Folha intenciona, destruindo sua história, igualá-la ao presidente para, após destruir ambos, lançar sua solução mágica a tempo de ser apresentada antes de conduzir seu rebanho às urnas.

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