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Foco da conversa com Trump será taxação, diz Lula, mas ministros é que negociarão com Washington (vídeo)

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    Presidente Lula
    Presidente Lula durante coletiva em Jacarta, capital da Indonésia, nesta sexta-feira |24.10.2025| Imagem reprodução/Canal.Gov


    Presidente disse que outros temas poderão surgir, a depender da vontade do republicano, e que está pronto para qualquer assunto – ASSISTA



    Brasília, 24 de outubro 2025

    Às vésperas de seu encontro com o presidente Donald Trump, o presidente Lula adotou um tom de otimismo estratégico, enquadrando o diálogo como uma oportunidade indispensável para avançar os interesses do Brasil.

    Questionado pelo jornalista Felipe Frazão, do jornal Estadão, sobre a possibilidade de um acordo concreto, Lula foi enfático em sua confiança na diplomacia, afirmando que sua participação é, por si só, um sinal de que acredita no êxito. 

    “Se eu não acreditasse que é possível chegar a acordo, eu não faria reunião”, declarou o presidente, reforçando sua postura com a máxima: “Eu nunca participo de uma reunião que eu não acredito no sucesso da reunião.” 

    Com essa abordagem, o mandatário brasileiro sinaliza que comparecerá à cimeira com os Estados Unidos com o objetivo claro de recolocar os interesses nacionais na mesa e buscar resultados positivos.

    O núcleo da pauta brasileira para a reunião com Trump será um desafio direto ao que Lula considera pressões americanas infundadas sobre a soberania do Brasil.

    A argumentação se concentrará em contestar duas ações que, segundo ele, não têm justificativa. A primeira é a barreira comercial, com o presidente afirmando que “os Estados Unidos não é deficitário, portanto, não tem explicação a taxação feita ao Brasil.” 

    A segunda, mais incisiva, é a objeção à “punição de… personalidades públicas brasileiras nas leis americanas”, que Lula considera uma interferência indevida em assuntos internos.

    Ele defenderá que essas autoridades agiram corretamente, pois “estão cumprindo a Constituição do meu país.” 

    Para arrematar seu argumento sobre autonomia nacional, Lula conectará os dois pontos, afirmando que “a política de tributação é uma coisa que depende do Brasil e depende do Congresso Nacional”, enquadrando ambas as questões como prerrogativas soberanas brasileiras.

    Apesar do foco nos temas econômicos e de soberania, Lula demonstrou total disposição para discutir uma agenda diversificada, incluindo assuntos de política externa como Rússia e Venezuela, caso sejam propostos.

    Ele enfatizou que qualquer tema será discutido “pensando na melhoria da possibilidade comercial entre os dois países”, estabelecendo o avanço econômico como o critério central para o diálogo.

    O presidente esclareceu, no entanto, que o encontro servirá para abrir caminhos, e um acordo formal não será selado de imediato.

    A negociação detalhada será conduzida posteriormente por uma equipe de alto nível designada por ele, composta por AlckminMauro Vieira e Haddad, que trabalharão junto ao governo americano para construir os termos do pacto.

    Expressando um senso de urgência e pragmatismo, Lula resumiu sua expectativa para a conclusão do processo: “Eu queria que fosse ontem! Mas, se for amanhã, já tá bom”.



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