Apesar da afirmação, o filho de Bolsonaro diz que o presidente não planeja estimular um levante, mas também não confirmou se ele reconheceria uma derrota
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou que seu pai, o presidente Jair Bolsonaro (PL) não terá como controlar uma eventual reação violenta de apoiadores que contestem o resultado das urnas. Apesar da afirmação, o filho do atual ocupante do Palácio do Planalto negou que ele planeje estimular um levante, mas não quis confirmar reconheceria uma derrota: “Algo incentivado pelo presidente Bolsonaro, a chance é zero”, disse ele em entrevista ao Estadão.
Flávio sugeriu que militares se pronunciem oficialmente se o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) ignorar as recomendações para a transparência das eleições feitas pela Defesa:
“Se as Forças Armadas apontam vulnerabilidades, e o TSE não supre, é natural que essas pessoas tenham que se posicionar: ‘A gente não pode garantir que as eleições vão ser seguras’.”, afirmou.
“As pessoas acompanharam os problemas no sistema eleitoral americano, se indignaram e fizeram o que fizeram“, disse Flávio em referência à invasão do Capitólio, em 6 de janeiro de 2020. “Não teve um comando do presidente e isso jamais vai acontecer por parte do presidente Bolsonaro. Ele se desgasta. Por isso, desde agora, ele insiste para que as eleições ocorram sem o manto da desconfiança“.
Perguntado sobre “que acordo o presidente e o ministro Alexandre de Moraes fizeram“, a resposta de Flávio foi confusa: “Foi uma conversa dele com o Temer e o Alexandre de Moraes. O presidente fala que o Alexandre não cumpriu. Eu vi dentro do Congresso, havia uma conversa para, em o Congresso não derrubando a prisão do deputado Daniel Silveira, ato contínuo o Alexandre de Moraes soltaria. Mas ele ficou mais alguns meses preso. E não cumpriu, se foi de verdade, esse acordo. Alguns deputados votaram achando que estava valendo, para manter a prisão. A todo momento a gente olha esse tipo de ato. E você não vê nenhum tiro do Palácio do Planalto lá para o STF. Só ao contrário“.
O jornalista Felipe Frazão pergunta: “Quando Bolsonaro cobra uma contagem paralela de votos feita pelas Forças Armadas, o que não é missão delas, não é um ‘tiro’, uma afronta clara a atribuições do Judiciário?“. E Flávio responde que “se os técnicos estão mostrando que precisa ser feito para garantir a segurança e a imparcialidade, por que não fazer?“
“Mas isso não consta na sugestão das Forças Armadas“, treplica o jornalista, ao que Flávio responde: “Essa apuração paralela não precisa ser só das Forças Armadas, pode ser da OAB, por exemplo. É uma tripla checagem de segurança. Por que ser contra? Não tem lógica. Por vaidade? Qual o preconceito com os militares? Será que esse preconceito não se estende a ter um presidente militar?“

Esse inominável não deveria ter “ibope”. Já que tem jornalista que se preste a isso, teria que ter um jornalista que fosse ao supremo contar essa narrativa e levar de volta que todo aquele que se insurgir contra o resultado será devidamente enclausurado. Como estão , agora nós EUA, respondendo por isso.
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