Em postagem emocionante nas redes sociais, o ministro descreveu o filho que se foi como um menino “forte, que adorava brincar, jogava bola muito bem, todos os dias. Amava a sua escola, o Flamengo, o seu cachorro Fred (que já se foi), a sua guitarra, que dorme silenciosa no meu armário”
Brasília, 10 de outubro de 2025
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), e sua ex-esposa Deane Fonseca obtiveram vitória definitiva em ação movida contra o Hospital Santa Lúcia, em Brasília.
Após 13 anos e seis meses de tramitação, marcada por dez recursos da defesa da instituição, o juiz da 22ª Vara Cível da capital federal condenou o hospital a pagar R$ 1,2 milhão por falhas no atendimento que resultaram na morte de Marcelo Dino, filho do casal, em 14 de fevereiro de 2012.
O garoto, então com 13 anos, deu entrada na unidade com uma crise de asma aguda, mas o episódio foi agravado pela ausência temporária da médica plantonista na UTI pediátrica, o que retardou o socorro essencial, conforme detalhado na sentença.
Dino, em postagem emocionante nas redes sociais, em fevereiro de 2013, descreveu Marcelo como um menino que “jogava futebol, tocava guitarra, corria atrás do cachorro, amava os amigos e a escola, era afetuoso. Saudade eterna.”
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Meu filho jogava futebol, tocava guitarra, corria atrás do cachorro, amava os amigos e a escola, era afetuoso. Saudade eterna.
— Flávio Dino 🇧🇷 (@FlavioDino) February 14, 2013
O ministro enfatizou que o reconhecimento da culpa institucional é o cerne da vitória, esperando que a decisão impulsione reformas nos procedimentos do Hospital Santa Lúcia para evitar novas tragédias.
“O que importa é o reconhecimento da culpa do hospital e espero o fim dos péssimos procedimentos que levaram à trágica e evitável morte de uma criança de 13 anos”, declarou o ministro, transformando dor pessoal em apelo por accountability no sistema de saúde.
Mais impactante ainda, Dino anunciou que doará integralmente o montante para iniciativas sociais, priorizando melhorias em atendimento pediátrico e prevenção de erros médicos.
Essa postura não só humaniza o episódio, mas reforça a relevância do caso para famílias em luto por negligências semelhantes, incentivando ações judiciais e debates sobre segurança hospitalar.








Que atitude digna. Só poderia ser de uma homem com esse perfil. Que sirva de exemplo.
Isso chama empatia, perceber que o outro também sofre como nós. Parabéns Dino, sua dor é a de muitos brasileiros.
Quantas crianças ou mesmo adultos foram atendidos com o mesmo desdém e acabaram morrendo? Reconhecer que o sistema é falho, que falta humanidade e empatia já é o começo da mudança.
Dignidade não se compra!!!
Flávio Di[g]no. Com admiração e respeito.
Um ser humano íntegro de primeira grandeza!!
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