Ministro assume comando estratégico na Corte Suprema, pautando ações contra réus bolsonaristas e investigações sobre corrupção em emendas
Brasília, 23 de setembro de 2025
O ministro Flávio Dino foi eleito presidente da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), sucedendo o ministro Cristiano Zanin a partir de 1º de outubro.
A eleição, prevista no rodízio interno da Corte, posiciona Dino como figura central na condução de julgamentos sensíveis, principalmente os desdobramentos da suposta trama golpista do governo Jair Bolsonaro.
A escolha ocorre em um momento de efervescência no STF, logo após o veredicto que condenou Bolsonaro a 27 anos de prisão.
Sob o comando de Dino, a Primeira Turma – composta também por Alexandre de Moraes, Luiz Fux e Cármen Lúcia – terá a tarefa de definir a pauta dos julgamentos dos núcleos remanescentes (2, 3, 4 e 5) da trama golpista, que envolvem 23 réus.
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Além disso, o colegiado avançará em investigações de alto impacto, como o assassinato da vereadora Marielle Franco, supostas omissões da PM-DF nos atos de 8 de janeiro de 2023 e desvios de emendas parlamentares que envolvem deputados como Josimar Maranhãozinho e Pastor Gil.
A assunção de Flávio Dino ocorre em um contexto de tensões políticas internas e externas ao STF. Sua trajetória, que mescla magistratura e política – foi juiz federal, governador do Maranhão e ministro da Justiça no governo Lula –, é vista como um trunfo para mediar debates.
Analistas destacam que seu desafio será equilibrar o apaziguamento interno, evidenciado por divergências como o voto pela absolvição de Bolsonaro de Luiz Fux, com a celeridade em processos que consolidam o STF como “guardião da democracia”.








SEM ANISTIA! SEM ANISTIA! Força Dino, queremos justiça e soberania. Sem atentados contra a democracia!💪💪💪
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