Sem citar nominalmente o ex-presidente, o Ministro da Justiça disse: “Eu nunca homenageei miliciano, não sou amigo de miliciano, não sou vizinho de miliciano, não empreguei no meu gabinete filho de miliciano, esposa de miliciano, e portanto não tenho nenhuma relação com o crime organizado do RJ” – Fala foi registrada nesta quarta-feira, 25/10, durante sessão da CFFC – ASSISTA
O ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino (PSB), afirmou, nesta quarta-feira (25/10), durante ‘esclarecimentos‘ feitos à CFFC (Comissão de Fiscalização Financeira e Controle) da Câmara dos Deputados’, que é Jair Bolsonaro (PL) quem tem ligações com milicianos do Rio de Janeiro.
Dino disse, ainda que sem citar nominalmente o ex-presidente:
“Eu nunca homenageei miliciano, não sou amigo de miliciano, não sou vizinho de miliciano, não empreguei no meu gabinete filho de miliciano, esposa de miliciano e portanto não tenho nenhuma relação com o crime organizado do RJ”.
Assista abaixo e leia mais a seguir:
“Eu nunca homenageei miliciano, não sou amigo de miliciano, não sou vizinho de miliciano, não empreguei no meu gabinete filho de miliciano, esposa de miliciano e portanto não tenho nenhuma relação com o crime organizado do RJ”
— Dino Debochado🦕 (@DinoDebochado) October 25, 2023
Vocês estavam com saudade do DinoShow? Tá tendo🦕 pic.twitter.com/n7RJLcyCt5
O ministro da Justiça está sendo criticado pela oposição devido à atuação nos recentes ataques ao transporte público na Cidade Maravilhosa.
Dino disse também que as milícias são um problema de décadas no Estado e que um dos maiores erros políticos que viu no Rio de Janeiro “foi o incentivo as milícias”.
“As milícias foram incentivadas por políticos e protegidas por políticos”, disse o ministro, conforme transcreveu o site ‘Valor Econômico‘.
Sobre a violência praticada por milicianos na cidade do Rio de Janeiro, na segunda-feira (23/10), Dino disse afirmou que tem se reunido com o governador do Estado, Cláudio Castro (PL), e com o prefeito da capital, Eduardo Paes (PSD).
O gestor da pasta da Segurança Pública federal acrescentou que tem ajudado o Estado “fortemente” com “integração, inteligência e policiamento ostensivo”. Segundo o governo, Dino direcionou ao Rio 550 homens da PFR (Polícia Rodoviária Federal), Força Nacional e PF (Polícia Federal).
Flávio Dino voltou a ser questionado sobre sua visita a uma ONG (organização não-governamental) no Complexo da Maré, no Rio de Janeiro, em março deste ano, e respondeu que “é mentira” que ele estava sem segurança.
“Ingressei 15 metros no Complexo da Maré, com segurança. Entrei e sai com segurança. Agora, se não confiam nas polícias do Brasil, eu confio”, afirmou.
O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) disse que a visita seria impossível sem anuência do tráfico que comanda a região e questionou quem fez acordo para permitir que ele “subisse o morro”.
“É impossível a polícia militar, o Bope, entrar lá sem aparato pesado”, disse o deputado mineiro.
Dino rebateu que fuzis foram encontrados numa mansão na Barra da Tijuca “e ninguém diz que a Barra da Tijuca é bairro de faccionado”.
“Por que são ricos? Assumam que não gostam de pobre, que não gostam do povo”, afirmou o ministro.
