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    Após ato “flopado” em Copacabana, Flávio Bolsonaro é vaiado e xingado em São Januário (vídeos)

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    Flávio Bolsonaro

    📷 Flávio Bolsonaro e o deputado estadual Douglas Ruas em São Januário |•|16.8.2026|•| Foto: Divulgação/PL via O GLobo |•| URBS MAGNA

    RESUMO
    URBS MAGNA

    | Rio de Janeiro (RJ)
    16 de agosto de 2026

    O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) foi alvo de vaias e xingamentos em São Januário neste domingo (16/ago), horas depois de abrir a campanha eleitoral com um ato na orla de Copacabana que reuniu cerca de 8,9 mil pessoas.

    A sequência de eventos marca o início da disputa e expõe a reação popular a um nome ligado ao legado do bolsonarismo.Segundo o levantamento do Monitor do Debate Político da USP/Cebrap e da ONG More in Common, o ato matinal em Copacabana alcançou pico de 8,9 mil participantes (margem de erro de 12%, entre 7,8 mil e 9,9 mil) por volta das 11h30.

    O público do senador em sua cidade natal estava bem reduzido, com imagens aéreas mostrando que o evento não ocupava sequer um quarteirão da Avenida Atlântica em alguns momentos.

    A baixa adesão gerou comentários nas redes sobre o caráter “flopado” da estreia.

    Mais tarde, o senador, torcedor declarado do Vasco, seguiu para São Januário acompanhar a partida contra o Santos pela 23ª rodada do Campeonato Brasileiro, ao lado do também vascaíno Douglas Ruas (PL), candidato ao governo do Rio.

    Antes do jogo, Flávio Bolsonaro encontrou Neymar no vestiário.

    Em declaração ao O Globo, brincou: “Eu sou vascaíno. O Douglas (Ruas), que é nosso candidato a governo (do Rio de Janeiro), também é vascaíno. Demos um abraço no Neymar no vestiário. E aí o combinado foi o seguinte: o Neymar mete um golzinho, mas o Vasco mete dois ou três”.

    O atacante autografou a camisa da seleção brasileira que o candidato vestia. Houve ainda abraço com Pedrinho, presidente do Vasco.

    A recepção nas arquibancadas, porém, não foi amistosa. Apesar de alguns aplausos, Flávio Bolsonaro foi, em sua maioria, alvo de vaias e xingamentos.

    Em momentos da partida, parte da torcida gritou “onde está o Vorcaro?” em direção à cabine onde estavam o senador e Douglas Ruas.

    O Santos venceu por 3 a 0, com gols de Luan Peres, Willian Arão e Gabigol.

    Após o terceiro gol, o candidato deixou o estádio de forma discreta, escoltado por agentes da Polícia Federal, sem falar com a imprensa ou cumprimentar torcedores.

    A sequência — público contido na estreia e rejeição imediata em ambiente de massa — reforça o desafio de ampliar bases em um cenário de polarização.

    Os gritos e a saída antecipada ilustram a resistência de setores da sociedade a nomes associados a episódios recentes de questionamento institucional.

    O Vasco havia informado que o estádio estaria aberto a visitas de candidatos, em posição de neutralidade.

    Em Copacabana, Flávio Bolsonaro criticou o governo Lula, falou em segurança pública e comparou o legado do pai a Pelé, afirmando que “é difícil comparar o filho com o Pelé”, conforme o Estadão.

    Também disse que o povo “não aguenta e não suporta mais o PT”.

    A presença em São Januário e as reações registradas conectam-se ao clima de disputa eleitoral de 2026, em que a capacidade de mobilização e a aceitação em espaços públicos se tornam indicadores relevantes para a democracia brasileira.

    A estimativa do público de Flávio foi de 8,9 mil pessoas no pico, segundo USP/Cebrap e More in Common.

    Em São Paulo, 40 mil pessoas compareceram à festa do Presidente Lula, no estádio da Vila Euclides, “onde tudo começou”.



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