Relatório da promotoria do Ministério Público do Rio mostra que ex-proprietário atribuiu depósitos em espécie a mobiliário de apartamento comprado pelo senador
A folha de São Paulo desta sexta-feira (27) traz uma longa publicação sobre os avanços das investigações do Ministério Público do Rio sobre o caso popularmente conhecido como ‘rachadinha’ do hoje senador Flávio Bolsonaro, na época em que ainda era deputado na Alerj.
Segundo o jornal, a procuradoria revelou que o ex-deputado literalmente desembolsou R$ 30 mil em dinheiro vivo para adquirir o mobiliário que já se encontrava em apartamento comprado em 2014 na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro, o que é visto pelo Ministério Público como forma de fugir do sistema financeiro.
O próprio dono do imóvel em questão, que também teve quebra de seu sigilo bancário por suspeita de lavagem de dinheiro nas transações imobiliárias de Flávio Bolsonaro, passou a informação aos procuradores do MP-Rio relatando que o senador fracionou o montante em dez depósitos de R$ 3.000 entre outubro e novembro do mesmo ano, o que é um dos indícios da existência da “rachadinha”, informou a publicação.
Além do valor informado pelo antigo proprietário do imóvel, a Promotoria detectou que Flávio e sua cônjuge transferiram R$ 7.813,04 a mais, além dos R$ 30 mil, mas a diferença não teve explicação ainda relatada à reportagem.

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