“Se os votos forem contados corretamente, nós vamos vencer”, disse o filho do condenado na CPAC, no Texas, repetindo a estratégia, e o jornal não perdoou
Brasília (DF) · 31 de março de 2026
O jornal Estadão publicou, em terça-feira (31/mar), editorial que não deixa margem para dúvidas: o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) reproduz o mesmo padrão de questionamento às urnas e pressão sobre instituições democráticas que marcou a trajetória do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Sob o título “Tal pai, tal filho“, o veículo de referência avalia que o discurso proferido pelo parlamentar no evento de extrema direita realizado no Texas, EUA, o CPAC (Conferência de Ação Política Conservadora), no sábado (28/mar), expõe um golpismo que parece genético.
Flávio Bolsonaro subiu ao palco do maior e mais influente encontro conservador do mundo e, diante de uma plateia alinhada ao trumpismo, se apresentou como “Bolsonaro 2.0“, prometendo que um eventual segundo governo da família seria ainda melhor.
O senador pediu explicitamente que os Estados Unidos e o “mundo livre” exerçam “pressão diplomática” para que as eleições 2026 sejam “livres e justas“, baseadas em “valores de origem americana“.
E arrematou com frase que o Estadão considerou reveladora: “se o nosso povo puder se expressar livremente nas redes sociais e se os votos forem contados corretamente, nós vamos vencer“.
A análise do jornal é direta: essa retórica repete ponto a ponto a estratégia que levou Jair Bolsonaro a ser condenado por tentativa de golpe de Estado.
O pai passou anos semeando dúvidas sobre a lisura das urnas e chegou a convocar embaixadores estrangeiros para disseminar a narrativa.
Agora, o filho convida potências externas a monitorarem e pressionarem as instituições democráticas brasileiras.
O editorial recorda ainda que, em entrevista à Folha de S.Paulo no ano passado, Flávio Bolsonaro defendeu a necessidade de “disposição” para impedir eventual interferência do Supremo Tribunal Federal na anistia ao pai, mencionando sem rodeios a possibilidade de “uso da força“.
Para o jornal, não restam dúvidas: o discurso politicamente liberticida do bolsonarismo continua intacto. Além da CPAC, o senador repetiu acusações sem provas de que a administração Biden, via USAID, teria financiado a vitória de Lula em 2022.
O Estadão classifica a tese como mais uma teoria da conspiração típica do manual bolsonarista. O texto reforça que, apesar da tentativa de se vender como moderado, Flávio Bolsonaro mantém o mesmo alinhamento com o trumpismo e o mesmo desprezo pela soberania nacional ao pedir intervenção externa.
O caso reabre a discussão sobre a proteção da democracia no Brasil, enquanto o senador tenta usar um evento americano para se posicionar como candidato viável em 2026, com o Estadão ressaltando que o golpismo apenas muda de ambiente.
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Isso mesmo. Fora BOLSONARISMO
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No final das contas é exatamente isso: a tentativa de perpetuação de uma família alucinada pelo poder e pela necessidade de lamber as botas dos estadunidenses.