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    “Eles só falam do Lula”; Flávio e Moro “mentiram, gaguejaram e fugiram” de jornalistas em Curitiba (vídeo)

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    Deltan Dallagnol, Sérgio Moro e Flávio Bolsonaro

    📷Deltan Dallagnol, Sérgio Moro e Flávio Bolsonaro em Curitiba / Imagem reprodução redes sociais @lazarorosa25/X [Digital remaster upscaling photo]

    | Brasília (DF)
    01 de junho de 2026

    Em um vídeo postado nas redes sociais pelo perfil comunicador progressista Lázaro Rosa, vozes de jornalistas ao fundo protestam e cobram "a prestação de contas do dinheiro do Vorcaro?" e a "a transparência", enquanto os senadores Sérgio Moro e Flávio Bolsonaro, com Deltan Dallagnol ao fundo, evitam as perguntas com ataques ao Presidente Lula.

    "...precisamos de um Congresso forte para o Brasil voltar a respeitar a democracia, a lei tem que voltar a valer para todos", diz Flávio Bolsonaro".

    "A lei tem que voltar a valer para todos. Eu acho que a gente tem que saber cadê, procurar cadê o Lulinha, né? Que o Lulinha sumiu por aí, ninguém sabe onde ele tá, cuidado de receber mensalinho do careca do INSS", prossegue, tentando mudar a pauta dos jornalistas.

    'E eu não estou vendo ninguém perguntar do Lulinha, ninguém perguntar do Guido Mantega, que recebia R$ 100 mil por mês, inclusive para abrir as portas do Banco Master para, dentro do Governo Federal', insist o senador.

    "O Lula tem muito a explicar ainda, em reuniões secretas que ele fazia, inclusive sugerindo, não só ao Vorcaro, mas também ao Augusto Lima, que ninguém falou nada, que lá começou na Bahia esse esquema todo, e até agora ninguém falou nada, não vazou a delação dele. Onde é que tá o Lulinha? Onde é que tá esse pessoal do PT? Por que que o Lula ainda não explicou o que é que ele estava fazendo ou sugerindo para ex-presidentes do Banco Central para resolver a questão do Master? Acho que tem muitas perguntas a serem feitas com relação a isso", sugere.

    Mas sua sugestão é completamente ignorada. As perguntas ao fundo seguem sem respostas: "E os 61 milhões?"; "O conselho do seu pai!"

    Neste momento, Sergio Moro assume a fala: "Vamos organizar... Vamos organizar aqui, ó. Vamos fazer uma declaração. Nós estamos juntos combatendo o governo mais corrupto da história do país. O que fez ao Brasil o Mensalão, trouxe o Petrolão, é o responsável pelo escândalo do Banco Master e da roubalheira do INSS. Aliás, o Lula trocou o delegado da Polícia Federal responsável pela investigação."

    Não dá certo: alguém grita: "A pergunta não é essa, senador!".

    Mas o ex-juiz segue atropelando os jornalistas:

    "E hoje o Lula fez o impensável: ele defendeu terroristas, ele defendeu criminosos, ele defendeu o Comando Vermelho e o PCC. Nunca foi tão fácil escolher um lado".

    Os protestos prosseguem ante a indignação da fuga das respostas.

    Flávio Bolsonro tenta de novo:

    "Quando o presidente da República fala que os integrantes do PCC estavam sendo classificados como terroristas e, pior do que isso, se referindo a eles como 'nossos criminosos'—nossos não, Lula, são seus criminosos! Os seus criminosos é que você está preocupado. Vamos defender a soberania do país, são 25 milhões de pessoas na Amazônia que estão sendo dominadas por esses narcoterroristas do CV e PCC. É para isso que a Sergio [Moro] vai trabalhar: para devolver soberania para essas pessoas, para devolver a paz para o povo brasileiro, para combater a criminalidade de verdade"

    As vozes seguem protestando enquanto eles saem: "É isso, pessoal, obrigado".

    "E as contas?"; "Cadê as contas?"; "Presta contas!"; "Eles correm, só falam do Lula."

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    O episódio ocorreu em Curitiba, Paraná, onde os senadores Moro e Flávio se uniram para fazer uma declaração conjunta a apoiadores e jornalistas.

    Os dois parlamentares de oposição realizaram pronunciamento focado em duras críticas ao governo federal e à segurança pública, associando a gestão atual a escândalos financeiros recentes (mencionando o Banco Master e o INSS) e a uma suposta leniência com facções criminosas.

    Durante todo o discurso, no entanto, manifestantes ao redor interrompiam a fala de ambos com gritos e cobranças incisivas.

    Os protestos de fundo cobravam de Flávio Bolsonaro e do grupo político ligado a ele explicações e transparência sobre supostos repasses de dinheiro e relações envolvendo o empresário Vorcaro e o Banco Master, gerando um ambiente de grande tumulto e bate-boca abafado pelas declarações nos microfones.

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