📷 O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ajoelhado em encontro com lideranças da Assembleia de Deus Ministério do Belém, em São Paulo / Imagem reprodução da igreja no Instagram | Ao fundo, Daniel Vorcaro e o ator Jim Caviezel como Jair Bolsonaro
| Brasília (DF)
13 de junho de 2026
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) registrou queda de nove pontos percentuais nas intenções de voto entre eleitores evangélicos em pesquisa Genial/Quaest divulgada esta semana.
O recuo, de 61% para 52% em cenário de segundo turno contra o presidente Lula, contrasta com a estabilidade de 34% entre católicos.
O resultado coloca o pré-candidato a presidente oito pontos atrás de Lula no agregado geral (38% a 44%).
A análise da colunista Mônica Bergamo na Folha de S.Paulo atribui a perda principalmente ao desgaste entre o público evangélico.
Líderes religiosos ouvidos pela jornalista apontam a percepção de contradição nas declarações do senador sobre suas relações com o banqueiro Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master.
Em março de 2026, Flávio Bolsonaro negou contato com Vorcaro após a CPI do INSS localizar seu número de celular entre os contatos do empresário.
O vazamento de áudios posteriores, revelado pelo Intercept Brasil, mostrou o senador chamando Vorcaro de “irmão” e cobrando repasses para financiar o filme Dark Horse, produção sobre a trajetória de Jair Bolsonaro.
Trechos do áudio divulgados pelo Intercept Brasil mostram Flávio Bolsonaro preocupado com atrasos nos pagamentos: “Imagina a gente dando calote no Jim Caviezel, no Cyrus, os caras renomadíssimos lá no cinema americano e mundial”.
O material reforça questionamentos sobre a origem dos recursos e a transparência das tratativas.
O Intercept Brasil, em reportagem publicada na sexta-feira (13/jun), conecta diretamente os escândalos do universo Dark Horse à queda nas pesquisas.
A produtora do filme mantém ONG investigada por sobrepreço em contrato de R$ 108 milhões com a prefeitura de São Paulo e por desvio de recursos do Sesi em vários estados, segundo auditorias da CGU.
Outros veículos, como Brasil 247 e Revista Fórum, destacam que a queda entre evangélicos puxou o desempenho geral de Flávio Bolsonaro.
Enquanto isso, a avaliação do governo Lula entre esse segmento subiu de 28% em abril para 35% em junho.
A perda de apoio no núcleo duro bolsonarista ocorre em momento de tour por igrejas e lançamento de jingle “Vem com Fé” pela pré-campanha.
A estratégia busca reverter o desgaste, mas analistas apontam que a repetição de controvérsias sobre financiamento privado de projetos pessoais e ligações com figuras investigadas dificulta a recuperação rápida da confiança.Sob a ótica deste portal, o episódio ilustra os desafios de manter coesão em bases religiosas quando contradições factuais se acumulam.
A estabilidade entre católicos e o avanço de Lula entre evangélicos reforçam a importância de transparência em campanhas que mobilizam valores morais.
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FAQ Rápido
Qual foi a queda exata de Flávio Bolsonaro entre evangélicos?
De 61% para 52% nas intenções de voto em segundo turno contra Lula, segundo recorte da pesquisa Genial/Quaest desta semana.
O que causou o desgaste segundo as reportagens?
Principalmente a percepção de mentira sobre relações com Daniel Vorcaro e o vazamento de áudios sobre financiamento do filme Dark Horse, conforme análise da coluna de Mônica Bergamo na Folha de S.Paulo e do Intercept Brasil.
Como isso afeta a candidatura de Flávio Bolsonaro?
Reduz sua competitividade no segundo turno e pressiona a estratégia de reconquista do eleitorado religioso, especialmente após semanas de controvérsias sobre o caso Banco Master.
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