
📷 Flávio Bolsonaro e o policial militar aposentado Fabrício Queiroz, que foi chefe de gabinete do então deputado, hoje senador, e foi apontado como operador do esquema de ‘rachadinha’ / Foto: reprodução Instagram via BBC News
| Brasília (DF)
04 de junho de 2026
Flávio Bolsonaro (PL-RJ) perdeu na Justiça o pedido de remoção urgente de um vídeo publicado no Instagram.
O juiz Hilmar Castelo Branco Raposo Filho, da 21ª Vara Cível de Brasília, negou a tutela de urgência em decisão proferida em 20 de maio.
A publicação, assinada pela influenciadora Manuella Tyler Araújo Medrado, vereadora suplente de Juazeiro (BA) e pré-candidata a deputada federal pelo PSB, associa o senador a episódios de rachadinha, lavagem de dinheiro e vínculo com milícias, conforme mostrou o Metrópoles.
A ação movida por Flávio Bolsonaro alegava que o conteúdo o qualificava como corrupto por meio de montagem audiovisual com trechos descontextualizados e omitia decisões judiciais favoráveis ao parlamentar.
O senador pedia a retirada imediata do material, proibição de novas veiculações, identificação dos responsáveis, retratação pública e indenização por danos morais.
O magistrado entendeu que não ficou demonstrada a probabilidade do direito necessária para concessão da medida liminar.
Segundo a decisão, o caso exige contraditório e produção de provas.
A remoção imediata poderia configurar restrição desproporcional ao debate público, especialmente porque Flávio Bolsonaro é pessoa pública e os fatos discutidos já circulam na imprensa.
Abusos, se comprovados, devem ser reparados posteriormente por mecanismos como direito de resposta, retificação ou indenização.
A decisão preserva o equilíbrio entre a proteção à honra e a liberdade de expressão, pilar essencial da democracia.
Em ano de eleições 2026, o caso reacende o debate sobre o passado político do pré-candidato do PL-RJ e os limites da crítica a figuras públicas.
As acusações de rachadinha remetem ao período em que Flávio Bolsonaro atuou como deputado estadual na Alerj, entre 2003 e 2018.
O caso envolveu o ex-assessor Fabrício Queiroz e foi objeto de investigação do Ministério Público do Rio de Janeiro.
As provas foram anuladas pelo STF e pelo STJ em 2021 e 2022, levando ao arquivamento da denúncia.
O senador sempre negou irregularidades.
A publicação de Manuella Tyler Araújo Medrado retoma esses elementos em formato de montagem, o que motivou a reação judicial.
Com a decisão, o vídeo permanece disponível enquanto o processo tramita no mérito.
O episódio ilustra como a Justiça tem atuado para evitar que o Judiciário se transforme em instrumento de censura prévia em temas de interesse coletivo.
A justiça prioriza o contraditório, reforçando a maturidade institucional brasileira.
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FAQ Rápido
1. O que exatamente acusa o vídeo sobre Flávio Bolsonaro?
A publicação associa o senador a rachadinha, lavagem de dinheiro e vínculo com milícias por meio de montagem com trechos descontextualizados de reportagens.
2. Qual foi o fundamento da decisão do juiz?
O juiz Hilmar Castelo Branco Raposo Filho negou a tutela de urgência por ausência de probabilidade do direito e risco de censura desproporcional à liberdade de expressão.
3. O vídeo ainda está no ar?
Sim. A decisão manteve o conteúdo online. O processo segue para análise do mérito.Atualização (4 de junho de 2026): Não há novas manifestações judiciais ou da defesa de Flávio Bolsonaro sobre o caso. Detalhes adicionais serão publicados assim que surgirem.
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Agora ele vai procurar alguém para assumir seus erros, com certeza vai associar seus seus crimes só LULA