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“Só derrota de Lula salva meu pai da prisão”, diz Flávio Bolsonaro

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    Jair Bolsonaro
    Jair Bolsonaro na superintendência da PF / reprodução redes sociais | Flávio Bolsonaro / Divulgação/Flickr/via Jota

    Senador afirma que pré-candidatura à Presidência em 2026 é irreversível, mas enfrenta rejeição de 38% e ceticismo no centrão



    Brasília, 09 de dezembro 2025

    O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) confirmou em entrevista à Folha de S. Paulo sua pré-candidatura à Presidência da República em 2026. Com o sobrenome que carrega o peso – e as cicatrizes – do bolsonarismo, o primogênito de Jair Bolsonaro (PL) não mede palavras:

    “Não reeleger Lula é o que vai salvar o Brasil e vai salvar o meu pai da prisão”.

    Flávio se descreve como a versão “centrada e equilibrada” do pai, citando diferenças como a adesão às vacinas contra a Covid-19 – “Ele não quis tomar vacina; eu tomei duas doses“.

    Ele promete resgatar o “projeto de Paulo Guedes“, com foco em um teto para a relação dívida/PIB, e avisa: se o centrão não embarcar, vai às urnas “com o PL e o povo“.

    A candidatura, segundo ele, só cai se Jair Bolsonaro for libertado e elegível, transformando a disputa em uma moeda de troca para a anistia ao ex-presidente, condenado por tentativa de golpe de Estado em 2023 pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

    Cenário de Aceitação: Baixa nas Pesquisas, Mas PL Aposta em Crescimento

    A pré-candidatura de Flávio chega em um momento de baixa popularidade para a família Bolsonaro. Uma pesquisa Datafolha divulgada no sábado (6/dez) – um dia antes do anúncio oficial – mostra Lula vencendo Flávio no segundo turno por 15 pontos: 52% contra 37%, com 11% de indecisos

    O levantamento, com 2.002 entrevistas e margem de erro de 2 pontos, foi feito entre 2 e 4 de dezembro, capturando um eleitorado ainda surpreso. A rejeição a Flávio é de 38%, contra 44% para Lula, segundo o mesmo instituto.

    O PL minimiza os números iniciais. O deputado Rogério Marinho (PL-RN) afirmou que a candidatura “é para valer” e que o partido se prepara para um “freio de arrumação” nas alianças.

    Uma pesquisa AtlasIntel pré-anúncio indicava Flávio com 28% contra 45% de Lula no segundo turno.

    Analistas veem potencial de crescimento entre a base bolsonarista fiel (cerca de 25-30% do eleitorado), mas alertam para o risco de fragmentação na direita, com nomes como Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) e Romeu Zema (Novo-MG) no páreo.

    O governador Tarcísio de Freitas, visto como “moderado” pelo mercado, declarou lealdade a Flávio, mas citou alternativas como Zema e Ronaldo Caiado (União Brasil-GO), sinalizando espaço para um nome “menos tóxico“.

    O centrão, via Ciro Nogueira (PP), freia decisões imediatas, apostando em uma estratégia para manter Jair Bolsonaro inelegível sem anistia total.

    Flávio participou de um jantar com líderes partidários, incluindo Valdemar Costa Neto (PL), em busca de apoios, mas sem êxito.

    Contexto Histórico: Das Rachadinhas à Sobrevivência Política

    O passado de Flávio não é um aliado silencioso. Em 2018, um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) flagrou movimentações atípicas de R$ 1,2 milhão na conta do ex-assessor Fabrício Queiroz, ligando-o a um suposto esquema de “rachadinha” – devolução de salários de assessores – no gabinete de Flávio na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).

    O caso explodiu em 2019, com Queiroz como pivô, e levou a investigações sobre lavagem de dinheiro e peculato. Flávio escapou sem julgamento graças a manobras judiciais.

    Em 2020, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) anulou provas por quebra de sigilo fiscal irregular, e o STF manteve a decisão em 2023, arquivando o processo.

    Outros episódios, como a compra de uma mansão de R$ 6 milhões em Brasília com dinheiro vivo em 2019 e homenagens a milicianos como Adriano da Nóbrega na Alerj, voltam à tona agora.

    Esses fantasmas explicam o ceticismo: para críticos, a candidatura é uma “estratégia momentânea” para pressionar pela anistia, não um plano viável. Histórico similar marcou candidaturas passadas de Flávio, como a à prefeitura do Rio de Janeiro em 2016 (quarto lugar, com 6,7%).

    Agora, com o peso da inelegibilidade do pai – confirmada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) –, ele aposta no “sangue Bolsonaro” para polarizar e mobilizar.

    Retrato de Alexandr Wang discutindo o futuro da colaboração homem-IA, capturado por Ethan Pines para Forbes.



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