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    Flavio Bolsonaro pode ser inviabilizado como candidato antes de indicação pelo PL, destaca Noblat

    — calculando —
    Ricardo Noblat e Flávio Bolsonaro

    📷 No detalhe, o jornalista Ricardo Noblat / Imagem reprodução @BlogdoNoblat/X | O senador Flávio Bolsonaro / Reprodução redes sociais via @BlogdoNoblat/X || Arte Urbs Magna

    RESUMO
    URBS MAGNA

    | Rio de Janeiro (RJ)
    14 de julho de 2026

    A Polícia Federal investiga uma emenda parlamentar de R$ 199 mil indicada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao Instituto de Formação Profissional José Carlos Procópio (Ifop), entidade localizada na Taquara, Zona Oeste do Rio de Janeiro.

    O repasse ocorreu em novembro de 2023 e a apuração busca esclarecer se os recursos integraram um esquema de desvio de verbas públicas associado ao grupo dos irmãos Brazão.

    O jornalista Ricardo Noblat replicou recentemente matéria de Merval Pereira no jornal O Globo, em que seu homólogo escreveu: “Investigações no Rio se aproximam de Flávio Bolsonaro”.

    Segundo o atual presidente da Academia Brasileira de Letras, o parlamentar “pode ser inviabilizado como candidato à Presidência até mesmo antes de chegar a ser indicado pelo PL”, pois as apurações sobre crime organizado no estado chegam cada vez mais próximas de suas conexões pessoais.

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    Na matéria, Merval cita que a emenda foi intermediada por Robson Calixto Fonseca, policial militar da reserva conhecido como “Peixe”, já condenado por integrar organização criminosa no caso do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes.

    Os irmãos Chiquinho Brazão e Domingos Brazão foram condenados pelo Supremo Tribunal Federal por ordenar o crime.

    A transferência aconteceu um mês após o gabinete de Flávio Bolsonaro ter sido procurado por um assessor de Domingos Brazão, então conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Rio.

    A Polícia Federal identificou troca de mensagens entre “Peixe” e uma assessora do gabinete do senador em outubro de 2023.

    Flávio Bolsonaro, por meio de sua assessoria, afirmou que não cabe ao parlamentar auditar a utilização de emendas por terceiros.

    O objetivo declarado da verba era apoiar projeto de inclusão social por meio do esporte para crianças em situação de vulnerabilidade.

    A assessoria apresentou relatórios, vídeos e fotografias que comprovariam a execução do projeto.

    O Ifop negou qualquer relação formal ou informal com “Peixe” ou com os irmãos Brazão. A entidade informou que prestou contas ao Ministério do Esporte e devolveu recursos excedentes.

    O esquema investigado pela Polícia Federal envolvia captação de verbas por meio de organizações sociais na área de influência dos Brazão, com valores que chegaram a R$ 268 milhões entre 2020 e 2024.

    Ricardo Noblat ampliou no X a visibilidade das conexões históricas de Flávio Bolsonaro com figuras do submundo do crime organizado no Rio, como ex-integrantes de milícias e do grupo conhecido como Escritório do Crime.

    Esses antecedentes, somados à investigação atual, aumentam o desgaste político do senador em um momento em que ele aparece como possível nome do PL para a Presidência em 2026.

    A Polícia Federal continua apurando se o repasse ao Ifop fez parte do esquema de desvios comandado pelo grupo.

    Até o momento não há conclusão divulgada sobre esta linha específica de investigação.



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