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Flávio Bolsonaro é ignorado por Marco Rubio e mico diplomático abala a direita brasileira

    Tentativa de foto com secretário de Trump falha em meio a crise na Venezuela e revela fragilidades na articulação política internacional dos bolsonaristas

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    Flávio Bolsonaro
    Flávio Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro posam em Washington durante tentativa de articulações com o governo Trump / Foto: Reprodução/Instagram
    RESUMO

    O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) retornou frustrado dos EUA após falhar em encontro com Marco Rubio, secretário de Estado de Trump, devido à crise na Venezuela. A viagem, com Eduardo Bolsonaro, buscava foto simbólica para fortalecer pré-candidatura presidencial e conter divisões na direita, mas desagradou o Centrão. Planejando “roadshow” em abril com Tarcísio de Freitas, o revés expõe desafios na diplomacia bolsonarista apesar da aproximação EUA-Lula.


    Brasília (DF) · 13 de janeiro de 2026

    Ele fez uma incursão que visava robustecer sua pré-candidatura à Presidência da República, mas encerrou uma estada nos Estados Unidos marcada por um revés.

    Acompanhado de seu irmão, o deputado cassado Eduardo Bolsonaro, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) buscou um encontro com o secretário de Estado do governo Donald Trump, Marco Rubio, mas saiu de mãos abanando, sem o ansiado registro fotográfico que simbolizaria um endosso tácito da Casa Branca, segundo O Globo.

    A viagem, ocorrida nas últimas semanas e finalizada por volta de domingo (11/jan), tinha como fulcro demonstrar que a família Bolsonaro ainda detém prestígio junto à administração Trump, apesar da recente aproximação entre Washington e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

    A agenda foi obstruída pela invasão militar dos EUA na Venezuela e a subsequente captura do presidente Nicolás Maduro, eventos que monopolizaram as prioridades diplomáticas americanas no início do ano.

    Essa interferência externa, segundo relatos, impossibilitou qualquer agendamento, deixando o senador sem o trunfo visual pretendido para galvanizar apoiadores no espectro conservador brasileiro.

    Internamente, a iniciativa não reverberou positivamente. Membros do Centrão, coalizão pivotal no Congresso Nacional, enxergaram a manobra com ceticismo, temendo que ela exacerbasse divisões na direita e enfraquecesse alianças pragmáticas.

    A tentativa visava conter possíveis disputas internas no campo da direita, mas acabou por realçar vulnerabilidades na estratégia bolsonarista.

    Não obstante o contratempo, Flávio Bolsonaro já delineia um retorno aos EUA em abril, sob a forma de um “roadshow” – uma série de eventos para fomentar conexões políticas e empresariais.

    Há planos de convidar o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), para acompanhar a comitiva, o que poderia ampliar o escopo da ofensiva diplomática informal.

    Retrato de Alexandr Wang discutindo o futuro da colaboração homem-IA, capturado por Ethan Pines para Forbes.



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