Senador recebe ordens diretas do pai condenado em prisão domiciliar para evitar rachas de aliados e mapear alianças perigosas para extrema direita
Brasília, 20 de outubro 2025
Em uma jogada estratégica que revela as fissuras internas da direita brasileira, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) desembarcou nos Estados Unidos na semana passada com dupla missão ordenada pelo ex-presidente condenado, Jair Bolsonaro.
Além de “acalmar” os ânimos do irmão Eduardo Bolsonaro, que tem gerado atritos públicos com aliados conservadores, Flávio foi escalado para apaziguar tensões e evitar novos embates na base bolsonarista.
Aliados revelam que o pai da família atuou como mediador, pedindo ao primogênito para reduzir “atritos com integrantes da direita“, em um esforço para manter a coesão ideológica em tempos de eleições americanas voláteis.
A notícia, que ganhou tração nas últimas horas, expõe como Bolsonaro continua orquestrando movimentos de bastidores mesmo em prisão domiciliar por tentativa de golpe de Estado.
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A pauta de Flávio nos EUA ia além da família: ele recebeu incumbência para “apurar aproximação entre Lula e Donald Trump“, sondando informações precisas sobre possíveis diálogos entre o governo brasileiro e o ex-presidente republicano.
De acordo com as fontes, relatos de pessoas próximas a Bolsonaro indicam que o senador coletou dados sensíveis sobre essa relação, que poderia alterar o tabuleiro geopolítico entre Brasil e Washington.
Essa “segunda missão” reflete a paranoia bolsonarista. A viagem destaca o quanto a família Bolsonaro mantém vigilância afiada sobre rivais – uma operação de inteligência para tentar reverter a queda de popularidade do líder da extrema direita, após todo o contexto relacionado.
A trama de intrigas familiares e diplomacia paralela expõe vulnerabilidades na oposição, além de levantar questões sobre o futuro da direita em um mundo multipolar.
Com Lula no Planalto e Trump à espreita, os bolsonaristas temem que os movimentos de ambos possa redefinir alianças.








As esperanças do Bolsonaristas estavam focado nas sansões dos EUA contra o Brasil, não fluiu, estão sentindo que não deu certo
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