Literalmente a poucas horas do início da prisão em regime fechado, mídias afirmam que condenado soluça há 23 horas sem parar, Nikolas Ferreira diz que ele pode morrer, mas perfis duvidam
Brasília, 20 de novembro 2025
Em meio à contagem regressiva para o cumprimento de pena em regime fechado, aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro dizem que o condenado a 27 anos e três meses de prisão pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) por participação em trama golpista está enfrentando uma crise de saúde severa.

O líder e presidente de honra do Partido Liberal (PL) cumpre atualmente prisão domiciliar em Brasília, mas, com o prazo se esgotando na próxima semana, relatos de soluços intensos e vômitos constantes são descritos por familiares como potencialmente fatais.
Aliados pedem por clemência. Nesta sexta-feira (21/nov), o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) disse à CNN Brasil que a saúde do pai “deu uma piorada de ontem para hoje“, com soluços intensos que persistem há mais de 24 horas, inclusive durante o sono.
“A decisão de ir ao hospital cabe aos médicos, não à família. Ele deu uma piorada e reforçaram a medicação paliativa para passar o soluço intenso“, afirmou Flávio Bolsonaro, destacando episódios de vômito frequente e risco de broncoaspiração – quando o conteúdo estomacal obstrui as vias respiratórias, podendo levar à morte súbita.
O vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ), em postagem no X (antigo Twitter), reforçou o drama: “Estou com meu pai e jamais o vi como está. Está soluçando dormindo e fico com medo de refluxo nesse estado, o que pode de fato se tornar fatal caso bronco aspire o que vomitar. Se acordado, vomita constantemente; dormindo, fico com calafrios só de olhar”.

Reações nas Redes: De Preocupação a Sarcasmo
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) visitou Bolsonaro e postou vídeo emocionado, “quase aos prantos“, conforme mostrou o cientista geopolítico e influenciador digital Vinicios Betiol:

“Ele está dormindo no chão, por medo das crises de soluço”, relatou o parlamentar, que “levou docinhos mineiros ao “condenado”“, disse o influencer, acrescentando que o bolsonarista alertou para risco de morte de seu “mito” na Papuda.
O Nikolas Ferreira apareceu, QUASE CHORANDO, após visitar o Bolsonaro na prisão domiciliar. Ele levou docinhos de Minas pro condenado e afirmou que ele está dormindo no chão, por medo das crises de soluço. Cadê a valentia? Deixem a risada pra ele!pic.twitter.com/htYPKRoiox
— Vinicios Betiol (@vinicios_betiol) November 21, 2025
A postagem, de Vinicios Betiol (@vinicios_betiol), acumulou milhares de visualizações e gerou replies como “Cadê a valentia? Deixem a risada pra ele!”, ironizando a imagem de “imbrochável” do ex-presidente.
O vereador Pedro Rousseff (PT-MG), neto do ex-presidente Dilma Rousseff, rebateu com vídeo no X: “Que barra! Nikole CHUPETA quase CHORANDO agora em Brasília. Disse que Bolsonaro está SOLUÇANDO MUITO e que pode MORRER na Papuda. Quando ele tentou dar GOLPE, estava TUDO BEM, né?”.

A publicação, vista por mais de 11 mil usuários, recebeu centenas de apoios, com comentários como “Chega de mimimi” e memes sobre o contraste entre o deboche bolsonarista durante a pandemia de Covid-19 e o atual vitimismo.
Mais afiado ainda foi Leonardo Silva (@gremistaleosilv), que postou: “O Xandão precisa dar um sustinho no Bolsonaro, para esse soluço incômodo passar. Acho que umas férias prolongadas na Papuda resolveriam o problema kkkkkk”, referindo-se ao ministro Alexandre de Moraes.

Paralelamente, perfis nas redes sociais ironizam: “Papuda já” ou “deixa o soluço passar na cadeia“. A notícia viralizou no X, dividindo opiniões em um ecossistema polarizado.
Outros perfis, como Marinês Araldi (@MARINESARALDI), pediram liberação imediata: “Bolsonaro continua sofrendo com soluços e também com vômitos constantes. Libertem Bolsonaro”.
Já Boscardin (@Boscardin) lembrou o tratamento dado a doentes durante o governo: “Bolsonaro está com soluços que o impediriam de ir para a cadeia e nós que o queremos lá somos insensíveis? Vamos lembrar como ele tratou brasileiros doentes?”.
Buscas recentes no X revelam mais de 50 postagens com #BolsonaroSoluços desde 20 de novembro, misturando apelos humanitários e críticas à “fraude golpista“, com o deputado Marcel van Hattem (Novo-RS) confirmando “soluços constantes” após visita, conforme noticiado pela Metrópoles.

Contexto Histórico: Um Legado de Complicações Gastrointestinais
Não é novidade: os soluços de Jair Bolsonaro ecoam um histórico de saúde marcado pela facada sofrida em 6 de setembro de 2018, em Juiz de Fora (MG), durante campanha eleitoral.
O atentado, perpetrado por Adélio Bispo de Oliveira, causou perfurações intestinais graves, perda de 40% do sangue e sequelas permanentes, como aderências abdominais e obstruções recorrentes.
2019: Quarta cirurgia para hérnia incisional, seguida de internação por queda no banheiro.
2020: Remoção de cálculo renal e infecção por Covid-19, com isolamento de 19 dias no Palácio do Planalto.
2021: Em julho, hospitalização por obstrução intestinal após soluços persistentes por mais de 10 dias, tratados clinicamente no Hospital das Forças Armadas, em Brasília.. Em setembro, extração de outro cálculo.
2022: Suboclusão intestinal em janeiro, atribuída a ingestão inadequada de alimento, resolvida sem cirurgia.

2025: Em abril, uma cirurgia de 12 horas no Hospital Vila Nova Star, em São Paulo, visou desobstruir aderências, mas agravou esofagite e refluxo, gatilhos para as crises atuais.
Especialistas, como em reportagem da Veja Saúde, explicam que soluços crônicos podem sinalizar irritação diafragmática ou neural, agravados por estresse – fator que aliados ligam ao “terrorismo judicial” do STF.
A defesa lista seis doenças (incluindo anemia e lesões de pele) para argumentar risco vital em presídio comum, ecoando precedentes como a prisão domiciliar de Fernando Collor de Mello por vulnerabilidade clínica.
Implicações: Justiça, Saúde e o Tabuleiro de 2026
Com defesas protocolando recursos até 24 de novembro, o STF decide o destino: Papuda, sala de Estado-Maior ou domiciliar humanitária?
O quadro atual fragiliza a liderança bolsonarista nas eleições de 2026, forçando cancelamentos e restrições. Críticos veem hipocrisia e dizem, como em uma matéria do Brasil de Fato, que o governo Bolsonaro cortou R$ 36,9 bilhões da saúde entre 2018-2022, colapsando o SUS durante a pandemia.
Enquanto isso, o Brasil assiste a um ex-mandatário soluçando entre grades invisíveis – e a nação, dividida, solta o seu veredito nas urnas digitais.

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Nojento, PAPUDA JÁ!
Ora, veja:
Qualquer pessoa que esteja viva VAI morrer. Poder morrer é simples condição dos vivos.
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