📷 Meme nas redes sociais mostra o presidente dos EUA, Donald Trump, com o senador Flávio Bolsonaro e seu irmão, Eduardo, no Salão Oval da Casa Branca, por ocasião de visita em 27 maio; republicano afirmou nas redes sociais, horas depois de anunciar o tarifaço contra o Brasil, que o pré-candidato ao Planalto é um jovem inteligente / Imagem reprodução | 6.6.2026
| Brasília (DF)
06 de junho de 2026
Flávio Bolsonaro (PL-RJ) encontrou Donald Trump na Casa Branca em 26 de maio de 2026 e, com isso, o bolsonarismo consolidou sua posição como quinta coluna que ameaça o Pix.
A coluna de Celso Rocha de Barros na Folha de S.Paulo desnuda o mecanismo: com a ajuda da Casa Branca, o movimento conseguiu aumentar os impostos dos brasileiros mesmo na oposição.
O colunista afirma, sem rodeios: “o ‘Tariflávio’ de Trump incluiu uma ameaça explícita ao Pix”.
É como se Trump tivesse entregado a Lula uma versão anabolizada do vídeo de Nikolas Ferreira do ano passado — e agora a ameaça é real.
No mesmo dia do anúncio de tarifas de até 25% contra produtos brasileiros, Trump publicou foto elogiosa de Flávio Bolsonaro no Salão Oval.
Eduardo Bolsonaro gravou vídeo defendendo que o Brasil negocie a adoção do Zelle, sistema americano mais lento, restrito e que exige conta em banco dos Estados Unidos.
A aversão dos filhos de Jair Bolsonaro aos pagamentos automáticos é antiga: na compra de imóveis, nunca usaram Pix nem Zelle — sempre preferiram dinheiro vivo.
O bolsonarismo entrega a liderança do movimento à Casa Branca. Graças a essa influência, parte expressiva da população brasileira reage com menos indignação à ofensiva contra a soberania nacional.
Celso Rocha de Barros resume: “é como se Trump dissesse a Lula: se você não topar me entregar as riquezas brasileiras, eu posso bancar esse puxa-saco que me entrega tudo”.
Flávio Bolsonaro aceitou colocar em risco o Pix e a saúde da indústria nacional em troca de uma foto que fizesse o público esquecer do Banco Master.
O colunista questiona diretamente: o encontro foi pago com dinheiro roubado pelo Master de aposentados do Rio? Ou com recursos desviados para a produtora de Dark Horse, o filme sobre Jair Bolsonaro?
Levantamento da empresa Palver, divulgado pela Folha de S.Paulo, mostra que em 81% das mensagens opinativas monitoradas em mais de 100 mil grupos de WhatsApp e Telegram, Flávio Bolsonaro é responsabilizado pela ameaça ao Pix e pelo tarifaço.
O governo Lula (PT) rebateu: o Pix é do Brasil e ninguém vai mudá-lo.
A quinta coluna bolsonarista serve ainda como instrumento de pressão. Enquanto Flávio Bolsonaro posa como pré-candidato à Presidência, o bolsonarismo pressiona por concessões que beneficiam empresas americanas em detrimento da soberania brasileira.
O encontro não quebra o país, mas causa prejuízos concretos aos setores mais afetados, com risco de perda de empregos e falências de empresas nacionais.
Celso Rocha de Barros conclui com precisão cirúrgica: “Flávio Bolsonaro aceitou entregar o Pix e a saúde de nossa indústria em troca de uma foto com Trump que fizesse o público esquecer do Banco Master”.
A democracia brasileira assiste, mais uma vez, ao espetáculo de quem coloca interesses externos acima dos interesses nacionais.
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FAQ Rápido
O que Flávio Bolsonaro negociou com Trump?
Encontro na Casa Branca em 26 de maio de 2026 que coincidiu com nova ofensiva americana contra o Pix e tarifas sobre produtos brasileiros.
Por que o Pix incomoda o governo Trump?
Relatório do USTR acusa o sistema brasileiro de ser discriminatório contra empresas americanas, favorecendo bancos locais.
O que o bolsonarismo propõe no lugar do Pix?
Eduardo Bolsonaro sugeriu negociar a adoção do Zelle, sistema privado dos Estados Unidos.
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