📷 Flávio Bolsonaro em Copacabana – Rio de Janeiro / Imagem reprodução redes sociais |•| Jair Bolsonaro em Juiz de Fora, momentos antes de levar a famigerada facada / reprodução web |•| Ao fundo, a orla carioca em 16.8.20226 |•| Arte URBS MAGNA |•|
| Juiz de Fora (MG)
17 de agosto de 2026
Flávio Bolsonaro cancelou nesta segunda-feira (17/ago) a motociata e o comício previstos em Juiz de Fora (MG), no mesmo local onde o pai, Jair Bolsonaro, sofreu uma facada em 2018.
O motivo anunciado pela campanha foram questões meteorológicas e falta de teto para decolagem, que impediram o pouso no Aeroporto da Serrinha.
O episódio ocorre um dia depois do lançamento de campanha com público reduzido em Copacabana e de vaias em São Januário, no Rio de Janeiro.
A sequência revela desafios de mobilização para o candidato do PL no início da corrida eleitoral.
O que aconteceu e por que isso importa: o presidenciável interrompeu a agenda simbólica no local do atentado de 2018 por mau tempo, após ato esvaziado e hostilidade no Rio.
O cancelamento reforça perguntas sobre a capacidade de reunir bases e a resiliência da legenda diante de um cenário de polarização e de cobranças por contas públicas e democráticas.
Segundo a assessoria, informada pelo Estadão , “por questões meteorológicas e falta de teto para decolagem, o candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro não conseguirá cumprir a agenda prevista em Juiz de Fora (MG) nesta segunda-feira (17).
A agenda em Belo Horizonte está mantida e confirmada” . Em vídeo no Instagram, o próprio senador declarou: “Infelizmente por causa do mau tempo a gente não vai conseguir pousar aí, não autorizaram nem a nossa decolagem. Então, estão cancelados nossos eventos que faríamos aí nesta segunda-feira pela manhã. Estamos indo direto para BH onde vamos fazer o lançamento da candidatura ao governo do Estado do nosso candidato Flávio Roscoe”.
O aeroporto registrava neblina e nuvens desde as 6h, sem pousos. Apoiadores e pré-candidatos do PL aguardavam no local e saíram frustrados, conforme relatado pelo Metrópoles.
A programação incluía motociata até o centro e discurso no trecho onde Adélio Bispo de Oliveira esfaqueou Jair Bolsonaro em 6 de setembro de 2018. A campanha pretende remarcar a visita.
No domingo (16/ago), o primeiro ato oficial em Copacabana reuniu cerca de 8,9 mil pessoas no pico, segundo o Monitor do Debate Político da USP/Cebrap e a ONG More in Common, número bem inferior aos 64 mil estimados no mesmo local em 7 de setembro de 2022 para o então presidente.
Veículos registraram o evento como esvaziado e alvo de piadas nas redes, com ausência de nomes como Michelle Bolsonaro e o pastor Silas Malafaia.
Mais tarde, no estádio de São Januário, Flávio Bolsonaro acompanhou a derrota do Vasco para o Santos ao lado de Douglas Ruas, candidato ao governo do Rio.
Apesar de alguns aplausos, a maioria da arquibancada o vaiou e xingou, com gritos de “onde está o Vorcaro?” . Ele deixou o local de forma discreta após o terceiro gol, sem falar com a imprensa, conforme o O Globo.
A passagem por Juiz de Fora ocorria dois dias após a Polícia do Senado cumprir mandados contra um suspeito de ameaças nas redes, com a frase “Dessa vez, deixa comigo” e emojis de facas, segundo o G1.
A sequência de baixa mobilização, hostilidade e interrupção meteorológica no local de forte carga simbólica evidencia a necessidade de respostas concretas sobre mobilização e compromisso com as instituições democráticas.
A agenda em Belo Horizonte segue, com lançamento da candidatura de Flávio Roscoe ao governo de Minas Gerais.
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