O filho de Jair Bolsonaro compara tarifas de 50% a ataques nucleares e sugere submissão para evitar crise econômica – Reinaldo Azevedo avalia que, para o senador, o Brasil é o Japão
RESUMO <<O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) causou controvérsia ao comparar as tarifas de 50% impostas por Donald Trump às exportações brasileiras com as bombas atômicas lançadas pelos EUA contra o Japão em 1945. Ele defendeu que o Brasil ceda às exigências de Trump, incluindo a anistia a envolvidos nos atos de 8 de janeiro, para evitar consequências econômicas graves. A declaração gerou críticas por sugerir submissão a uma potência estrangeira e por banalizar um evento histórico trágico>>
Brasília, 12 de julho de 2025
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) comparou as tarifas de 50%, impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump às exportações brasileiras, com as bombas atômicas lançadas contra Hiroshima e Nagasaki em 1945, durante a Segunda Guerra Mundial.
Segundo o senador, o Brasil deveria ceder às pressões de Trump para evitar consequências econômicas devastadoras, incluindo a aprovação de uma anistia “ampla, geral e irrestrita” aos envolvidos nos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023.
A fala foi feita em uma entrevista à CNN Brasil e está sendo amplamente criticada por sugerir submissão a uma potência estrangeira e por trivializar um dos episódios mais trágicos da história mundial.
A polêmica começou após Trump anunciar, na quarta-feira (9/jul), a sobretaxa sobre produtos brasileiros, em retaliação ao julgamento de Jair Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal (STF) por suposta tentativa de golpe de Estado.
Trump alegou que o Brasil pratica “perseguição política” contra Bolsonaro e que a balança comercial entre os dois países é desfavorável aos EUA – uma afirmação contestada, já que a balança comercial é positiva para os EUA desde 2009.
Flávio Bolsonaro, em sua entrevista, afirmou que o Brasil “não está em condições normais de exigir nada” e comparou a situação atual à rendição do Japão após os bombardeios atômicos.
“Se você olhar para a Segunda Guerra Mundial, o que os Estados Unidos fizeram com o Japão? Lança uma bomba atômica em Hiroshima para demonstrar força. Qual foi a reação do Japão? Disseram que eram patriotas, que aquilo era interferência dos Estados Unidos, e resistiram. Qual foi a consequência três dias depois? Uma segunda bomba atômica em Nagasaki”
Flávio Bolsonaro
A comparação de Flávio Bolsonaro com os bombardeios de Hiroshima e Nagasaki foi considerada não apenas insensível, mas também historicamente imprecisa.
Conforme apontado pelo colunista Reinaldo Azevedo, o Japão anunciou sua rendição informal em 15 de agosto de 1945, nove dias após a bomba de Hiroshima (6 de agosto), e não duas semanas depois, como sugeriu Flávio.
A rendição formal ocorreu em 2 de setembro. Além disso, a analogia ignora o contexto da Segunda Guerra Mundial, onde os EUA foram os únicos a usar armas nucleares contra civis, resultando em milhares de mortes.
A declaração de Flávio gerou forte reação no Brasil. Nas redes sociais, usuários pediram a saída da família Bolsonaro do Congresso e destacaram a gravidade de banalizar um evento que matou milhares de civis. Políticos e analistas também criticaram a postura.
Para o público, o senador desconsidera a soberania nacional e prioriza interesses familiares. Por outro lado, a pressão de Trump, apoiada pelos Bolsonaros segue fortalecendo politicamente o governo Lula.









Esses BOLSOBOSTAS SÃO BURROS MESMO…
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